Enquanto o Vale do Silício aposta que o futuro da inteligência artificial esteja no espaço, o fundador da Amazon está pensando na direção oposta — e em escala menor. Jeff Bezos investiu US$ 100 milhões de dólares na Flourish, uma startup que investiga o cérebro humano para o avanço da IA.
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Segundo a Wired, a empresa, que levantou 500 milhões de dólares em investimentos, quer usar a estrutura cerebral para resolver um problema cada vez maior: o consumo de energia gerado por inteligências artificiais generativas por trás de ferramentas como Claude, ChatGPT e Gemini.
O problema da IA que preocupa executivos
Após o boom de inteligência artificial, a demanda criou a necessidade de grandes estruturas físicas para rodar esses programas. Esses espaços são chamados de hiperescalas (hyperscales), datacenters gigantescos com milhares de servidores.
Cada novo negócio envolvendo hiperescalas passa a demandar mais espaço físico, sem falar na energia. Uma estrutura dessas pode demandar até 100 Megawatts, o que corresponde a entre 45.000 e 80.000 residências por ano.
Solução pode estar no cérebro humano
Para a Flourish, a solução pode estar justamente na estrutura cerebral. A “máquina” por trás da mente humana possui grande poder de processamento em uma forma extremamente compacta. Tudo isso enquanto consome apenas 20 watts (tanto quanto uma lâmpada LED).
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Fundada em 2024, a startup ganhou Jeff Bezos só este ano, com um anúncio do que seria quando desse certo o modelo de negócios baseado em IA que similar ao cérebro humano. A proposta descrevia: um sistema sintético chamado Cortex AI que imitaria a capacidade de sinapses da estrutura cerebral para fazer o que as IAs fazem hoje.
A ideia é boa, mas tem futuro?
Por trás da Flourish está Rob Williams, ex-executivo do time de software da própria Amazon, e Thomas Reardon, que trabalhou na primeira versão do Internet Explorer (atual Microsoft Edge) em 1994.
Reardon também trabalhou na Meta Neural Band, dispositivo que lê atividades cerebrais para mandar comandos aos óculos da Meta. Por mais que o executivo agora se dedique à neurociência na IA, sua empresa não possui produto ainda, e está em fase inicial de investigação da estrutura cerebral.
Quem é Jeff Bezos, bilionário da Amazon que quer investigar o cérebro humano
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