Ao rezar a oração do Credo, fiés proferem que Jesus Cristo “desceu à mansão dos mortos” após ser crucificado, morto e sepultado e antes de sua ressurreição “ao terceiro dia”, mas o que significa essa afirmação? Segundo religiosos, diferente do que a tradução popular para o termo “infernos”, do latim inferos, que significa “lugar inferior”, possa sugerir, a teologia cristã esclarece que Jesus não foi ao lugar de condenação eterna.
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A “mansão dos mortos” na verdade se refere ao que a Bíblia chama de Sheol, em hebraico, ou Hades, em grego, que é um estado de espera onde estavam todos os que morreram antes de Cristo, independentemente de serem justos ou pecadores.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, a descida de Jesus a esse plano representa a última fase de sua missão. O objetivo não foi libertar os condenados, mas sim abrir as portas do Céu para os justos que o vieram antes dele. “Todos os que estavam ali foram para o céu? Não, foram para os céu os justos”, explica o professor Felipe Aquino, da Canção Nova.
Diferença de “mansão dos mortos” e inferno
“Ele foi visitar os falecidos e juntou-se aos que estavam nas sombras da morte, para acordar os que dormiam há séculos, para lhes levar a boa notícia da redenção e do triunfo da vida”, explica o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, em publicação no jornal O Estado de S. Paulo.
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Segundo a tradição, Jesus teria tomado pela mão figuras bíblicas como Adão e Eva, simbolizando que a salvação alcança toda a humanidade, de todos os tempos. A Igreja ensina que, ao “descer” a esse estado, Jesus provou que sua morte foi real e não apenas aparente, e que, ao ressurgir, ele detém as “chaves da morte e do Hades”, conforme descrito no livro do Apocalipse.






