A atriz Larissa Manoela contou nesta terça-feira (23) que passou por uma cirurgia para o tratamento da endometriose. A Estela de Êta Mundo Melhor disse que o procedimento foi realizado há duas semanas e que está em recuperação. A atriz também afirmou que não está grávida de André Luiz Frambach, o Gael de Coração Acelerado.
Continua depois da publicidade
A atriz publicou um vídeo nas redes sociais explicando a cirurgia pela qual passou e que tem endometriose há muito tempo, mas vivia com a doença sob controle. Com o fim da novela e uma fase profissional mais tranquila, Larissa resolveu fazer a cirurgia para retirar focos da endometriose e que a decisão foi tomada em conjunto com o médico.
O desejo de ser mãe também pesou na decisão. “Vocês sabem que o maior sonho da minha vida é ser mãe, e eu quis dar esse passo antes de pensar em uma gravidez”, disse. Como apareceu inchada nas últimas publicações e chamou atenção dos seus seguidores, Larissa resolveu esclarecer os boatos que estaria grávida.
Como é a casa de Larissa Manoela e André Luiz Frambach, o Gael de Coração Acelerado
Entenda a endometriose
A endometriose é uma doença crônica, progressiva, que não tem cura e que pode causar dores pélvicas, durante as relações sexuais e dores para urinar ou evacuar no período menstrual. Além disso, ela também é uma das principais causas de infertilidade feminina, impedindo portadoras de realizar o sonho da maternidade. Por isso, o diagnóstico precoce, seguido do tratamento sob orientação, é essencial para o controle da doença.
Continua depois da publicidade
No Brasil, a endometriose acomete cerca de 8 milhões de mulheres e, para o triênio 2023 a 2025, são esperados mais de 7 mil novos casos. De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada 10 mulheres em solo brasileiro sofre com os sintomas da doença, que ocorre quando o endométrio, tecido da camada interna do útero, ao ser eliminado na menstruação, começa a crescer fora do útero. Esse tecido é muito importante, pois é o que permite, por exemplo, que o embrião se implante, gerando uma gravidez.
Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose, mais de 30% dos casos levam à infertilidade que, inclusive, dificulta a realização de técnicas de reprodução assistida, conforme explica a Dra. Natalia Pimentel, especialista em Reprodução Assistida do GEARE PB, unidade do FertGroup, grupo de clínicas referência em medicina reprodutiva no Brasil e na América Latina.
“As alterações pélvicas causadas pela endometriose podem impedir a fertilização do óvulo pelo espermatozoide. Em outro momento, dificulta a implantação do óvulo que foi fertilizado, podendo danificar o revestimento do útero, o que torna mais difícil a implantação de um embrião saudável”, diz.
Continua depois da publicidade
Outra dificuldade que essas pacientes podem enfrentar para conseguir engravidar tendo endometriose está relacionada à qualidade dos óvulos. “Já temos muitas evidências científicas e está muito bem estabelecido na comunidade médica que esta condição também pode levar à formação de cistos ovarianos, que podem danificar o tecido ovariano e, consequentemente, diminuir a reserva ovariana”, pontua Natalia Pimentel.
Além disso, a endometriose pode atingir a resposta do corpo frente a tratamentos de infertilidade, como a fertilização in vitro (FIV) e a inseminação intrauterina (IA). “Nem toda portadora tem infertilidade. Mas havendo a necessidade de tratamento de reprodução, as pacientes podem precisar de doses maiores de medicação para estimular os ovários”, pontua a Dra. Alessandra Evangelista, especialista em Reprodução Assistida.
Como é feito o tratamento?
O tratamento de endometriose consiste em medicamentos, mudança no estilo de vida e cirurgia, que têm como objetivo controlar a progressão da doença. Cada paciente tem uma indicação, e a escolha do método depende do estágio, da intensidade, do exame clínico e dos exames de imagem.
Continua depois da publicidade
“Com o tratamento para endometriose em dia, realizado de modo individualizado, muitas mulheres têm conseguido viver o sonho de ter seu bebê em casa, através de técnicas de reprodução assistida”, salienta a especialista.
Ainda segundo Alessandra Evangelista, evidências demonstram que a cirurgia pode ser o tratamento de endometriose em mulheres sintomáticas, que desejam engravidar. Sendo importante avaliar o impacto do procedimento sobre a reserva ovariana, orientando a preservação através do congelamento de óvulos. “De qualquer forma, cada caso deve ser muito bem avaliado. Por isso, é necessário que a paciente procure um especialista em reprodução assistida para saber a respeito das possibilidades de tratamento disponíveis”, finaliza.




















