Leitura reduz a pena de detentos e vira tema de filme em Joinville

Trabalho de incentivo à leitura aos presidiários é roteiro do longa-metragem “Palavra Presa”

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Leitura nos presídios virou tema de filme em Joinville (Foto: TJSC / Divulgação)

A redução de pena por meio do incentivo à leitura aos detentos virou tema de filme no Presídio Regional de Joinville. Com o título provisório “Palavra Presa”, o longa-metragem, que está em produção, procura demonstrar qual impacto a leitura provoca na visão do encarcerado e o que muda a partir da influência dos livros no cotidiano.

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Até o momento a equipe técnica do filme já reuniu um longo material de pesquisa com a leitura de mais de 400 resenhas, cerca de 30 horas de material captado em vídeo com som direto e entrevistas com diretores das unidades, agentes prisionais, detentos, professores e o magistrado.

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De acordo com a cineasta da obra, Ilaine Melo, a literatura é um tipo de contrapeso à segregação social do preso, que não exclui nenhum indivíduo e promove a incursão no mundo literário a partir de qualquer espaço.

– Ações como a remição de pena por leitura, podem promover aos presos um efetivo processo de ressocialização articulado à eficazes políticas públicas voltadas à situação social desses brasileiros – comenta.

Devido ao longo trabalho com a ressocialização dos presos, o juiz da Vara de Execuções Penais, João Marcos Buch, vai ser um dos personagens do filme. Ele afirma que é fácil perceber, pelos manuscritos recebidos, a diferença que a leitura faz na vida do presidiário.

– Quando quem pede [alguma necessidade por meio de carta] é um detento afeito à leitura, é nítida a escrita mais clara, correta e objetiva. Isso resulta da educação, desta feita por meio da literatura – explica.

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Entenda como funciona a redução da pena por meio da leitura

Santa Catarina tem o Programa Despertar pela Leitura, onde o preso recebe orientações do professor e lê o livro na cela. Ele tem de 21 a 30 dias para entregar uma resenha, por meio da qual o professor avalia a capacidade e o desempenho dele.

Para cada 12 horas de frequência de estudo há um dia de remição. Nessas 12 horas no Despertar pela Leitura, os presos podem ler até 12 livros por ano. Cada obra lida e com resenha homologada rende quatro dias de remição.

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Sob supervisão de Lucas Paraizo

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