A filial do Centro Pompidou na cidade de Metz, no nordeste da França, acionou as autoridades policiais para relatar o sumiço da banana que integrava uma das edições da instalação Comedian, idealizada pelo artista italiano Maurizio Cattelan. O incidente foi formalmente comunicado à polícia no fim do mês de maio.
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A obra ganhou notoriedade internacional por ser, essencialmente, uma fruta real fixada a uma superfície por um pedaço de fita adesiva cinza. Embora o conceito original tenha alcançado cifras astronômicas no mercado de arte — incluindo uma venda por US$ 6,2 milhões, que equivalem a aproximadamente R$ 32,06 milhões, em um leilão da Sotheby’s em 2024 para o investidor do setor de criptoativos Justin Sun —, roubar ou furtar o alimento da parede não garante enriquecimento ao criminoso.
Segundo O Globo, especialistas e a própria direção do museu esclarecem que o valor financeiro e artístico da propriedade está ligado exclusivamente ao certificado de autenticidade emitido pelo criador e nas instruções formais de montagem. Sem isso, a banana furtada perde qualquer valor, custando o equivalendo a qualquer banana comprada no hortifrúti ou no mercado.
Histórico de incidentes
Esta não é a primeira vez que a instalação sofre intervenções externas não autorizadas. Em 2023 e 2025, a banana chegou a ser consumida por visitantes em performances improvisadas. No entanto, a direção da instituição ponderou que a atual retirada ilegal afeta diretamente o público.
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Em nota, o Pompidou-Metz lamentou a ocorrência, destacando que a ação desrespeita o patrimônio exposto e interrompe a dinâmica planejada para os visitantes. Por se tratar de uma obra projetada para lidar com a degradação natural e a substituição constante de seus elementos, a administração garantiu que o acervo não sofreu prejuízos.

