A cada quatro anos, o calendário comum entra em suspensão e é substituído por uma urgência peculiar: a necessidade de debater táticas de seleções que mal sabíamos existir até a semana anterior. A Copa não é apenas um torneio de futebol, mas um fenômeno que une desde o mais fanático até o mais desinteressado cidadão para torcer emocionadamente pelo seu país.
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Veja os 26 nomes convocados da Seleção Brasileira
Quando a bola rolar em estádios do México, Estados Unidos e Canadá, o mundo inteiro vai se entregar ao teatro global do futebol para acompanhar mais uma saga onde a taça é o maior, mas não o único prêmio possível. É hora de ver a história ser escrita com gols, defesas, heróis e vilões.
Abertura e início dos jogos
A abertura da Copa do Mundo 2026 ocorre nesta quinta-feira (11), no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, com shows, apresentações e logo depois, finalmente, a bola rolando para o primeiro jogo: México x África do Sul.
Neste ano, houve um aumento no número de seleções participantes, de 32 para 48. Não à toa, a Copa de 2026 é considerada “a maior de todos os tempos”. Essa será também a edição com mais países africanos da história, com 10 times. E para quem tem o objetivo de assistir todos os jogos, a tarefa aumentou, até porque, além da adição de seleções, o mundial ganha também uma fase eliminatória a mais, os 16 avos de final.
No Brasil, algumas pessoas já organizam a agenda e se preparam para mudar a rotina de sono, já que há também jogos no fim da noite ou até de madrugada devido ao amplo fuso horário norte-americano. E é aí que surge um fenômeno que só este torneio é capaz de proporcionar: torcedores ligados em um charmoso Áustria x Jordânia, durante a madrugada, como se fosse um grande clássico — até porque, quando se trata de Copa do Mundo, todo jogo pode ser bom.
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Em uma edição com seleções se degladiando para aumentar a sala de troféus ou conquistar a primeira taça, algumas ‘caçulas’ comemoram com orgulho o título de participação por si só, principalmente os quatro estreantes: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão, que viverão o ápice esportivo.
Por outro lado, mais uma vez, o torneio não contará com a presença de uma das maiores vencedoras, a tetracampeã Itália, que ficou pelo caminho nas eliminatórias europeias.
Com sede em três países — Estados Unidos, Canadá e México —, a Copa de 2026 desperta um sentimento especial nos supersticiosos e saudosistas de plantão no Brasil. Isso porque o México foi a casa do tricampeonato da canarinho (1970) e os Estados Unidos foram a sede do tetra (1994). Já o Canadá é novato como sede, mas pode fazer parte do hexa.
Como curiosidade, os mexicanos se isolam na liderança do ranking dos países que mais vezes receberam Copas do Mundo, com três edições no currículo — 1970, 1986 e 2026. Brasil, França, Itália, Alemanha e Estados Unidos ficam empatados em segundo, com duas edições cada.
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Desta vez, o Brasil não chega como grande favorito, mas é claro que está entre os principais candidatos. Com um ciclo acidentado, trocas de técnicos e falta de identidade, o torcedor se apega aos talentos individuais e com um trunfo à beira do gramado, o multicampeão Carlo Ancelotti, treinador italiano que quebra paradigmas, sendo o primeiro “gringo” a comandar a canarinho em um mundial.
Mas não se engane em pensar que o pessimismo acerca do Brasil seja uma novidade. Bem pelo contrário, a corneta já era rotina no século passado. Em 1970, por exemplo, o histórico escritor e jornalista Nelson Rodrigues dizia que, antes de chegar à decisão, “era mais fácil encontrar uma girafa em nossas redações do que um otimista”. O desfecho foi a Seleção campeã com direito a uma emblemática e poética goleada por 4 a 1 sobre a Itália na grande final. Os autores dos gols do Brasil foram Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres, o “Capita”.
Apesar da forte ligação e das lembranças de 1970, é natural que a nostalgia se apegue ainda mais à Copa de 1994, nos Estados Unidos, que volta a ser a principal sede da competição em 2026, sendo a casa da grande final neste ano.
Naquela competição, o Brasil chegava em um cenário semelhante ao da edição atual: com um jejum de 24 anos sem título e uma desesperança que tomava conta de muitos torcedores. Comandada por Romário, Bebeto, Taffarel, Dunga e companhia, aquele time, que mais uma vez não chegava como um grande favorito, foi em busca do tetra, conquistando o título em cima, mais uma vez, da Itália.
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Em 1986, com talvez a maior atuação individual de um jogador na história da competição, Maradona levou a albiceleste à conquista da segunda estrela no México. Os argentinos venceram a Alemanha Ocidental na decisão, por 3 a 2.
Essa paixão irracional pela Copa levará milhões de pessoas à América do Norte. Torcedores que juntam economias por anos para marcar presença, jogadores que se preparam de forma especial e até aqueles que se naturalizam por outro país apenas para ter a certeza de que estarão presentes na maior festa do futebol.
Choque de gerações
O mundial deve ser o último de ídolos e o primeiro de novas estrelas do futebol mundial. Os três maiores craques da última geração do futebol — Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar — devem fazer suas últimas participações em um mundial. Cada um com uma história distinta a ser contada.
Messi, aos 38 anos, chega como atual campeão com a Argentina e sem o peso de ter que se provar para todo um povo, com uma carreira completa. Além disso, ele chega para aumentar a marca de jogador com mais partidas disputadas na história da competição (26). Cristiano, de 41, diante de seu vício por títulos, tenta o maior da carreira e, ainda mais com a rivalidade travada com o argentino, não quer ficar para trás, comandando Portugal.
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Já Neymar, aos 34, chega ao mundial com opiniões divididas e em recuperação de um vasto histórico de lesões. Com ele, o trauma de consecutivas eliminações. Desta vez, o craque brasileiro não é o protagonista da Seleção, que tem em Vini Jr e Raphinha os holofotes. Porém, o camisa 10 do Santos segue sendo uma das principais esperanças de talento e de fazer algo diferente dos demais.
— Eu acho que o futebol não é uma ciência exata. Cada um tem sua opinião. Não se pode dizer que tal opinião é errada, e tal é correta. Se falamos de Medicina, um doutor pode me dizer que isso não é correto porque na Medicina há uma universidade. No futebol, por sorte, não tem uma universidade. No futebol, todos podem pensar de diferentes maneiras. No final, neste caso, sou eu que tenho que tomar a decisão. E, infelizmente, ninguém hoje pode dizer que o treinador se equivocou. Mas posso esperar que, no final de julho, alguém me dirá se acertei ou se errei — disse o técnico da Seleção, Ancelotti, sobre a convocação do craque.
A maior festa do futebol é tão apaixonante que reúne histórias como a do goleiro Manuel Neuer, da Alemanha, que abandonou a aposentadoria de última hora, aos 40 anos, para poder disputar mais uma taça. Outro veterano que se torna praticamente um sinônimo de Copa do Mundo é o experiente goleiro mexicano Guillermo Ochoa, que vai para a sua sexta participação.
Mas nem só de fins de ciclos viverá essa copa. Por outro lado, jovens chegam com grandes expectativas. Entre eles, talvez, o maior é Yamal, da Espanha, que já é uma realidade do futebol mundial com apenas 18 anos. No Brasil, Endrick e Rayan, de 19 anos, são as promessas que atraem os olhares do grande público. Há ainda craques que chegam para a Copa de 2026 no auge da carreira, como Mbappe, Vini Jr., Raphinha, Harry Kane, Haaland e Dembelé.
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Além do recorde de países participantes, esta copa deve ser recheada de tabus e marcas quebradas. É difícil prever, mas tudo indica que essa será a edição com mais gols da história, com certa folga, marca que pertence atualmente ao mundial do Catar, em 2022, que teve a rede balançando 172 vezes. Devido ao número de seleções, a tendência é que o recorde seja batido com certa antecedência.
Recordes na Copa do Mundo
Falando em balançar as redes, o recorde de 13 gols em uma única edição, de Just Fontaine, da França, em 1958, é difícil de ser batido, porém, uma marca que está em iminência de ter um novo dono é a de maior artilheiro da história do torneio.
Mbappe e Messi, com 12 e 13 gols respectivamente, chegam com grandes chances de ultrapassar o maior artilheiro da atualidade, o atacante alemão Miroslav Klose, que os brasileiros conhecem bem: na Copa realizada no Brasil, ele passou Ronaldo Fenômeno e se isolou na liderança com 16 gols.
O ídolo argentino também pode vir a ser o atleta com mais vitórias em copas. O hermano soma 16, e o maior vencedor também é Klose, com 17. Ou seja, o recorde pode vir ainda na fase de grupos.
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Quem pode e deve se tornar um recordista também é Cristiano Ronaldo, que está bem acostumado a isso. Aos 41 anos, ele pode se tornar o jogador mais velho a marcar um gol em Copas. Junto a ele, Luka Modric (40), da Croácia, e Edin Dzeko (40), da Bósnia e Herzegovina, também são candidatos. O atual detentor deste posto é o ex-companheiro de seleção portuguesa do gajo, Pepe, que marcou no mundial de 2022, aos 39 anos.
O técnico da França, Didier Deschamps pode se tornar o técnico com mais partidas em todas as edições. Com 19 jogos no currículo, ele precisa avançar com a seleção francesa até as semifinais para desbancar Helmut Schon, que soma 25 pela Alemanha. E de forma conjunta, se entrarem em campo, Messi e Cristiano ainda se tornarão os dois jogadores com mais edições de Copas disputadas (6).
Cobertura multiplataforma da NSC na Copa do Mundo
A NSC terá uma ampla operação preparada para a cobertura dos jogos da Copa do Mundo de 2026. Em uma estratégia multiplataforma, a abordagem no torneio vai unir informação, entretenimento e identidade regional.

Os conteúdos terão diferentes abordagens nos produtos da NSC. As rádios CBN aprofundam a análise esportiva, com foco em desempenho, estatísticas e comportamento das equipes, além da transmissão de jogos, enquanto a rádio Itapema explora a cultura das sedes e o lado turístico dos destinos.
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Com mais de 200 profissionais envolvidos, conteúdos ao vivo, presença internacional e ativações regionais, a NSC prepara uma das maiores coberturas integradas do esporte, conectando o público catarinense a todos os detalhes do torneio mundial, sob a coordenação de Denyris Rodrigues.
Direto dos Estados Unidos, os comunicadores Fernanda Moro e Rodrigo Faraco vão garantir o olhar catarinense sobre o evento, acompanhando de perto os bastidores e o ambiente nas cidades-sede. Já o gerente de Esportes da NSC, Luciano Calheiros, se juntará à equipe na fase final da competição, ampliando ainda mais a cobertura.
Fernanda Moro acompanhará a Seleção Brasileira, trazendo conteúdos exclusivos e o clima no entorno da equipe para todas as plataformas. Rodrigo Faraco, com base em Nova York, trará análises na NSC TV e em suas colunas no NSC Total e Diário Catarinense. No rádio, além da apresentação do Em Cima do Lance e participação diária no Debate Diário, da CBN Floripa, Rodrigo também vai reforçar o time da CBN Joinville, com participações no Joga nas Onze.
— Com a distribuição de conteúdo cada vez mais diversificada, a cada Copa, nosso desafio é conectar todos os públicos em torno desse grande evento, dos jogos aos bastidores, passando pelo ambiente e pelas histórias e curiosidades que movimentam a competição. Nosso foco é contar histórias de catarinenses para catarinenses, aproximando ainda mais a Copa da realidade do nosso público — disse Luciano Calheiros, gerente de Esporte da NSC.
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A programação também ganha reforço com as edições especiais dos programas ATL Sports e do Desprogramados, da Rádio Atlântida, diretamente do Top Market, em clima de mundial. No digital, o canal do NSC Esporte, no YouTube, exibe edições diárias do Torcida SC, sempre às 13h, com apresentação de Marcos Cassettari e convidados.
Nas redes sociais do @nscesporteoficial, o público acompanha tudo o que movimenta o torneio em tempo real, de curiosidades e bastidores a memes e conteúdos virais.
Os jogos poderão ser acompanhados na tela da Globo e também na programação das rádios CBN Floripa e Joinville, que trazem análises, dados e detalhes técnicos das partidas. Paralelamente, a NSC instala nove QGs em diferentes regiões catarinenses, garantindo uma cobertura regionalizada e ainda mais próxima das comunidades.
— Esta é a terceira copa que a NSC vai cobrir. Isso é uma conquista e um motivo de orgulho enorme para todos nós. Nosso objetivo principal é trazer informação e leveza aos catarinenses, mostrar o futebolês e o lado lúdico da competição, com seus personagens, a alegria dos torcedores, os lances mais curiosos das partidas. Os catarinenses podem ter a certeza de que encontrarão, em todas as plataformas da NSC, uma cobertura riquíssima de informação e criatividade — afirma César Seabra, diretor-executivo de conteúdo da NSC.
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Confira os QGs do Torcida SC:
- Florianópolis: Top Market Floripa – Rua Hoepcke, 168
- Balneário Camboriú: PZ ECOMALL – Av. Brasil, 3393
- Joinville: Unalome Joinville – Rua XV de Novembro, 1738
- Criciúma: Seu Bragança – Rua Tiradentes, 130
- Chapecó: Saudoso Boteco – Av. Getúlio Dorneles Vargas, 1520N
- Blumenau: Refúgio Patagônia – R. XV de Novembro, 400



























