O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) intensificou o alerta de tempestade para laranja, de “perigo”, em 233 cidades do Oeste Catarinense, Noroeste Rio-grandense e Sudoeste Paranaense no domingo (28). Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, a chuva é decorrência de uma frente fria associada a um ciclone que se forma no mar, na altura entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.

Continua depois da publicidade

Nas regiões mais afetadas, a previsão do Inmet indica chuva de 50 a 100 mm/dia, com ventos intensos (60 a 100 km/h) e queda de granizo. Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos, conforme o instituto.

Outras áreas da região Sul do Brasil estão em alerta amarelo, de “perigo potencial”. Nesses locais, a previsão é de chuva de até 50 mm/dia, com ventos intensos (40 a 60 km/h) e também queda de granizo.

Continua depois da publicidade

Veja as regiões afetadas

Região Sul terá temporais e risco de granizo

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Região Sul terá um fim de semana marcado por instabilidade e ocorrência de chuva intensa. No domingo (28), a atuação da frente fria associada a um ciclone no oceano mantém o cenário de instabilidade sobre o Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde os temporais devem ser mais intensos.

Continua depois da publicidade

Na segunda-feira (29), o sistema avança em direção a Santa Catarina e Paraná, ainda com previsão de chuvas em forma de pancadas fortes e trovoadas, enquanto o Rio Grande do Sul começa a registrar queda acentuada de temperatura e possibilidade de geada, principalmente no sul do estado.

Nas demais regiões do país, o Inmet aponta contrastes no comportamento do tempo: o Norte segue com pancadas de chuva em áreas do Amazonas, Pará e Amapá, enquanto o Nordeste terá chuva mais concentrada na faixa litorânea, com interior mais seco e quente.

Continua depois da publicidade

Já o Centro-Oeste tende a manter tempo mais estável na maior parte da região, com exceção do sul de Mato Grosso do Sul, enquanto o Sudeste permanece com nebulosidade e chance de chuva isolada, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, segundo o Inmet.

Linha do tempo mostra efeitos do ciclone na regiao Sul

Domingo, 28 de junho

  • A frente fria se organiza entre o Paraguai e o Sul do Brasil.
  • Um ciclone extratropical se forma entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai.
  • O ar frio de origem polar começa a avançar sobre o Rio Grande do Sul ao longo do dia. O estado gaúcho registra temporais generalizados, com chuva forte, raios e ventos.
  • Em Santa Catarina, a instabilidade aumenta ao longo do dia, com risco maior de temporais à tarde e à noite.
  • No Paraná, o dia começa com sol em várias áreas, mas a instabilidade avança no fim do dia no oeste e sul.

Continua depois da publicidade

Segunda-feira, 29 de junho

  • O ciclone extratropical se afasta gradualmente para o oceano Atlântico.
  • A frente fria avança pelo litoral de Santa Catarina.
  • O ar polar se consolida sobre o Rio Grande do Sul, com queda mais perceptível das temperaturas.
  • Em Santa Catarina e no Paraná, a instabilidade diminui aos poucos, mas ainda há nebulosidade e chuva em algumas áreas.
  • Sensação de frio predomina na região Sul, especialmente em áreas mais ao sul e oeste.

Terça-feira, 30 de junho

  • O ciclone já está em deslocamento mais afastado no Atlântico Sul, perdendo influência direta sobre o continente.
  • O ar polar ainda atua sobre o Rio Grande do Sul, mantendo manhãs frias e possibilidade de temperaturas próximas ou abaixo de 10°C.
  • Há chance de geada pontual na fronteira com o Uruguai.
  • Santa Catarina e Paraná permanecem sob influência indireta do sistema, com tempo instável e temperaturas amenas.

Continua depois da publicidade

“Super El Niño” de 2026 pode ser um dos mais fortes da história