A defesa da modelo e influenciadora Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, afirmou em nota que estuda acionar a Justiça diante da exposição, em diversos perfis de redes sociais, de mensagens íntimas trocadas entre ela e o banqueiro, preso na última quarta-feira (4). (relembre abaixo)
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Na última semana, mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) envolvendo o agora ex-casal foram divulgadas e passaram a circular nas redes sociais. As conversas, de cunho íntimo, teriam sido enviadas à CPMI do INSS a partir das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Vorcaro.
Em nota compartilhada com o blog de Andréia Sadi, do g1, a defesa afirma que a modelo é vítima de “grave violência” com a divulgação, nas redes, de conversas com o ex-namorado que não têm relação com a investigação sobre o Banco Master.
Veja fotos do ex-casal
Segundo os advogados, todas as providências serão adotadas para garantir a salvaguarda dos direitos de Martha, “não hesitando em valer-se das medidas judiciais e extrajudiciais pertinentes contra aqueles que venham atentar contra a sua integridade ou privacidade”.
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“Sra. Martha Graeff, através de seu advogado, informa que resta consternada em face da grave violência que vem sofrendo, considerando a exposição manifestamente ilegal e impressionantemente inútil de mensagens fragmentadas trocadas no sagrado ambiente restrito da intimidade de casal”, diz a nota assinada pelo advogado Lúcio de Constantino.
O texto também afirma que Martha Graeff não mantém relacionamento com Daniel Vorcaro há meses e ressalta que “ela jamais esteve envolvida em qualquer tipo de ilicitude penal”.
A defesa argumenta ainda que a divulgação do conteúdo não é “apenas inócua a qualquer procedimento investigativo penal, mas também subversiva aos valores morais e garantias constitucionais que asseguram a inviolabilidade da intimidade” de sua cliente.
“Na realidade, tal difusão serve mais à desregrada vilipendiação da esfera privada feminina, que no contexto brasileiro ainda é tema que merece prudente atenção, não havendo falar em recreação com devassamento da vida privada de uma mulher”, conclui a nota.
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Relembre o caso do banco Master
O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A segunda prisão aconteceu na quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do STF. A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
Quem é Daniel Vorcaro
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