Maternidade suspende entrada de acompanhantes durante pós-parto em Joinville

Gestantes criaram movimento por meio de redes sociais para reivindicar o retorno do direito na unidade hospitalar

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Maternidade Darcy Vargas, em Joinville, registrou casos de acompanhantes das gestantes com sintomas gripais que omitiram essa informação (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

Depois que a Maternidade Darcy Vargas, de Joinville, restringiu o acesso de acompanhantes das pacientes durante o pós-parto, gestantes da cidade se uniram para criar um movimento nas redes sociais solicitando o direito. 

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Segundo a Secretaria do Estado da Saúde, a restrição aconteceu depois que a unidade registrou situações em que acompanhantes omitiram sintomas gripais. O hospital apenas permite que a entrada de acompanhantes no pré-parto e parto. No entanto, é necessário declarar não estar com sintomas gripais e não ser do grupo de risco.

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Também está restrito o acesso a menores de idade; casos de óbito fetal; pacientes com problemas psiquiátricos, após avaliação da equipe multiprofissional; e pacientes com necessidades especiais.

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Segundo a Secretaria, a ação visa proteger as gestantes, os recém-nascidos e os profissionais de saúde para que não haja o risco de contaminação comunitária da Covid-19 na unidade. A Secretaria ainda pontua que alguns acompanhantes não estão colaborando com o preenchimento do questionário e obediência às regras de proteção. Os números de ocorrências não informados. 

Sem ajuda no banho e sem notícias do filho

— O pai pode participar do parto, logo em seguida foi mandado ir pra casa. Eu fui para sala de recuperação e lá já estava meu filho. Em seguida, foi feito o exame de glicose e hipoglicemia. Ele foi para UTI neonatal e eu para o quarto. Após seis horas de cirurgia, eu estava sem noticias do meu filho. Tive que ir atrás dele com dores e sangramento — contou uma mulher que passou por uma cesariana e procedimento de laqueadura no dia 23 de março, em depoimento à NSC TV. 

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Ela ainda reclamou que foi trocada de quarto e a cama não tinha lençol, travesseiro ou escadinha para ajudar a subir, e que a campainha para acionar as enfermeiras ficava distante da cama. 

— Não me ajudaram no banho. Para o meu filho não faltou amor, cuidados e assistência. Mas, para mim, foi complicado não contar com a ajuda do meu marido — desabafou. 

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Mães relatam dias sem acompanhante 

Na página criada por quatro gestantes, as mães escreveram relatos de como têm sido os dias durante o pós-parto sem nenhum familiar por perto. 

 — Eu estava muito debilitada, muito fraca e tive que me virar pra cuidar do meu bebê nas horas seguintes — escreveu uma das mulheres, ao relatar complicações após o parto, que durou cerca 20 horas. 

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Outra mãe contou que tem passado por muitas dores agora que já está em casa porque precisou se esforçar além do normal depois do procedimento de cesárea. 

— Foi muito difícil a recuperação. Tive que subir e descer da cama mil vezes, trocar, tomar banho sozinha, pedir para a menina da cama ao lado ficar de olho [no bebê recém-nascido] várias vezes para poder ir no banheiro — escreveu. 

Confira os relatos: