Um trabalho de conclusão de curso em engenharia mecânica saiu da sala de aula e mudou a rotina de uma criança nos Estados Unidos. Vitaliy Bondarchuk, de 22 anos, criou uma prótese 3D multiferramenta para a irmã caçula, Bella, de 7 anos.
Continua depois da publicidade
A menina nasceu sem parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo, e enfrentava dificuldades em tarefas simples da infância. Entre elas estavam pintar, usar uma lanterna, segurar objetos e brincar de UNO com a família.
Prótese feita para a rotina
A ideia surgiu quando o estudante precisava entregar seu projeto final de engenharia. Em vez de escolher algo distante, ele olhou para dentro de casa e pensou em uma forma de ajudar Bella em atividades que faziam parte do dia a dia dela.
Continua depois da publicidade
A proposta não era construir uma prótese cara, complexa ou cheia de mecanismos. Vitaliy decidiu criar uma base presa ao antebraço da irmã, com encaixes capazes de receber acessórios diferentes conforme a tarefa.
Assim, Bella pode trocar as peças de acordo com o momento. Para pintar, ela usa um suporte para pincel. Para brincar de UNO, encaixa um suporte para cartas. Para iluminar o caminho, pode prender uma pequena lanterna.
Continua depois da publicidade

Como funciona a prótese 3D
A prótese funciona como uma espécie de braço multiferramenta. A base principal é feita em plástico leve, produzido com impressão 3D, e presa ao braço com tiras ajustáveis de velcro.
Na extremidade, um sistema de encaixe permite trocar os acessórios com rapidez. A ideia é que Bella não dependa sempre de outra pessoa para adaptar o dispositivo. O design também levou em conta o conforto. Como o plástico poderia causar atrito na pele, Vitaliy planejou um acolchoamento interno.
Continua depois da publicidade

100 horas de testes
Vitaliy calculou ter dedicado cerca de 100 horas ao desenvolvimento da prótese. O trabalho envolveu modelagem digital, prototipagem, impressão 3D e testes com Bella.
O suporte para cartas virou um dos símbolos do projeto. Segurar várias cartas ao mesmo tempo durante uma partida de UNO era uma tarefa difícil para a menina, e a peça criada pelo irmão resolveu justamente esse problema.
Continua depois da publicidade

O projeto recebeu nota máxima na Bob Jones University e marcou a formatura de Vitaliy em engenharia mecânica. Depois disso, ele conseguiu uma vaga em um programa técnico de liderança ligado à manufatura.
Mesmo com a nova fase profissional, o jovem engenheiro pretende continuar atualizando a prótese da irmã. Como Bella ainda está crescendo, novas versões devem ser necessárias nos próximos anos.
Continua depois da publicidade
Tecnologia assistiva acessível
O caso de Bella chama atenção porque resume uma das grandes promessas da impressão 3D na saúde: personalizar soluções de baixo custo para necessidades muito específicas.
Relatório da OMS e do Unicef aponta que mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo precisam de algum produto assistivo, como próteses, cadeiras de rodas, aparelhos auditivos ou ferramentas de apoio à comunicação.
Continua depois da publicidade
O problema é que o acesso ainda é desigual. Em muitos países, produtos assistivos são caros, difíceis de adaptar e pouco disponíveis. Para crianças, o desafio aumenta porque o crescimento exige trocas e ajustes frequentes.

Continua depois da publicidade






