Com apenas 14 anos, Rithved Girish se tornou o grande campeão do Close-Up Photographer of the Year. Essa é a maior competição de fotografia macro, ou seja, com foco em objetos pequenos, do mundo.
Continua depois da publicidade
Existe um detalhe que muda ainda mais a história de figura, e torna a vitória de Rithved ainda mais simbólica: o garoto utilizou um dispositivo antigo, uma câmera DSLR que está longe de ter os aparatos de modelos posteriores.
O menino de 14 anos venceu fotógrafos de todo o mundo com sua própria fórmula de fotografar, transformando um mero encontro com a natureza em uma imagem premiada, recheada de tecnicidade, paciência e sentimento.
No entanto, a história chama atenção também por outros elementos. A forma como Rithved enxerga o mundo cativou e impressionou.
Continua depois da publicidade
Ele, mesmo em tenra idade, conseguiu demonstrar que olhar atento e sensibilidade seguem sendo as práticas mais importantes quando se fala em fotografia.
Talento que há muito já atraia olhares
A categoria vencida por Rithved Girish foi a Jovem do Close-Up Photographer of the Year 7, e essa conquista embebeda um talento que vinha sendo observado em demais competições internacionais anteriores.
Ele já havia ganhado o pódio, no segundo lugar, no Wildlife Photographer of the Year Awards, conhecido como o “Oscar da Vida Selvagem”, e embora uma pessoa tão nova, Girish transita entre os gigantescos palcos da fotografia mundial.
Continua depois da publicidade
Sua trajetória inteira é reforçada pelo reconhecimento recebido pelos nomes já consagrados. Rithved vai contra a grande gama de adolescentes viciados em telas, preferindo observar de perto vidas que passam despercebidas pela maioria.
Olhar preciso, câmera antiga
Embora fosse o esperado para um concurso renomado, Rithved não utilizou de aparatos de última geração. O garoto trabalhou com uma DSLR profissional lançada há quase dez anos e combinou seu uso com uma lente de terceiros.
A escolha do aparelho não é por acaso, e denota uma relação de intimidade com a câmera que não se pode aprender da noite para o dia. Erros, acertos, o processo de aprendizado lhe garantiu uma compreensão intensa de detalhes e luzes.
Continua depois da publicidade
Assim, ele conseguiu captar uma cena delicada e precisa, sem depender da tecnologia, mas apostando em sua própria curiosidade e paciência para aguardar o momento certo.
O encontro com as abelhas foi um divisor de águas
Foi durante as férias de verão em Kerala, na Índia, que Rithved encontrou um ninho de abelhas sem ferrão, possivelmente pertencente à família Tetragonula. De acordo com ele, aproveitar essas viagens para explorar os ambientes é um hábito que faz parte da sua rotina.
O fotógrafo descreveu que ““Essas pequenas, porém notáveis, abelhas construíram cuidadosamente sua casa usando cera, resina e lama”, com o objetivo de explicar a imagem vencedora e o formato singular da entrada do ninho em entrevista ao portal norte-americano Digital Camera World.
Continua depois da publicidade
Ele também afirmou que ““Nenhuma isca ou atrativo foi usado para capturar este momento”, e clarificou que para ele, a fotografia atua como um lembrete do papel essencial que criaturas minúsculas exercem no equilíbrio ecológico.
O pequeno engrandece para contar histórias
No universo da macrofotografia, detalhes mínimos ganham protagonismo, e para corroborar com isso, o Close-Up Photographer of the Year aceita imagens feitas com qualquer equipamento. Você pode utilizar desde celulares a microscópios.
Com uma proposta simples, mas poderosa, o concurso consegue mostrar como o invisível também carrega grandes narrativas. Sua próxima edição ocorrerá ainda em 2026.
Continua depois da publicidade
Até lá, Rithved e sua vitória seguem sendo motivo de inspiração e prova de que mesmo nos dias de hoje, curiosidade e sensibilidade ainda fazem a diferença.










