Meryl Streep, imortalizada no mundo da moda pelo papel da implacável Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada, trouxe o olhar crítico de sua personagem para a realidade política. Em uma entrevista ao lado de Anna Wintour, diretora global da Vogue, a atriz analisou o impacto das escolhas visuais de Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos.
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O ponto central da crítica foi o polêmico casaco utilizado por Melania em 2018, que trazia a frase “I really don’t care, do u?” (“Eu realmente não ligo, você liga?”). A peça foi usada durante uma visita a um centro de detenção de crianças migrantes na fronteira dos EUA, gerando revolta internacional na época.
Para a atriz, moda vai muito além de estética, é comunicação política. Ela sugeriu que escolhas como essa carregam significados simbólicos fortes, ainda que não intencionais, especialmente quando partem de alguém em posição de poder.
“Toda forma de se vestir é uma forma de expressão pessoal, mas também estamos sujeitos a expectativas históricas e políticas mais amplas”, avaliou.
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Na mesma entrevista estavam presentes a atriz e cineasta Greta Gerwig e a ex-editora Anna Wintour, inspiração para a personagem de Streep nos dois filmes de O Diabo Veste Prada. Para argumentar no debate, Wintour adotou um tom mais diplomático e afirmou que Melania “sempre parece ela mesma” ao se vestir.
“Pense nas mulheres que admiramos: a Sra. [Michelle] Obama me vem à mente. Seja vestindo J.Crew, Duro Olowu ou Chanel de Matthieu Blazy, ela sempre parece ela mesma. Tenho muita admiração pela nova primeira-dama de Nova York porque ela tem um estilo incrível e usa muitas peças vintage, jovem e moderna, e ao mesmo tempo completamente autêntica”, comentou.
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*Sob supervisão de Pablo Brito
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