A Defensoria Pública do Pará enviou uma notificação contra a Meta após uma onda de golpes que vitimou pessoas por todo o Brasil. Na notificação, o órgão público cobra que a empresa controladora do Facebook e do Instagram adote medidas mais duras para impedir cibercrimes em suas redes sociais.
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Em um documento enviado direto à companhia, o órgão público cobra por sistemas para verificar contas institucionais, tecnologias para identificar e barrar perfis falsos, e um canal direto para denúncias.
Golpes na Meta usavam nomes de servidores da Defensoria
Segundo o órgão, os golpistas aplicam uma estrutura conhecida no estelionato digital, criando contas falsas com imagens da Defensoria Pública, e em alguns casos, até usando nomes reais de servidores públicos.
Os criminosos enviam mensagem, apresentam informações que parecem oficiais e, em seguida, pressionam a vítima para que realize um pagamento com urgência. O senso de pressa é justamente uma das principais ferramentas utilizadas pelos golpistas para impedir que a pessoa procure confirmação junto aos canais oficiais.
Como se proteger dos golpes
Os golpes relatados pela Defensoria Pública na notificação contra a Meta podem fazer vítimas em todo o Brasil, já que operam de maneira remota. Segundo a instituição, as fraudes mais comuns são:
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- Cobranças indevidas de taxas inexistentes;
- Supostos honorários advocatícios;
- Promessas falsas de liberação de dinheiro mediante pagamento antecipado.
Em nota, a Defensoria Pública afirma que “todos os seus serviços são gratuitos. Nenhum defensor público, servidor ou representante autorizado solicita depósitos, transferências bancárias, pagamentos via PIX ou qualquer tipo de taxa para movimentação de processos.”
Órgãos nacionais se unem em pressão
Além do Pará, Defensorias Públicas de ao menos 12 estados e do Distrito Federal, além da Defensoria Pública da União, já receberam denúncias de golpes desde o ano passado.
A pressão nacional, organizada pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), ocorre semanas após a companhia receber reclamações de consumidores da União Européia sobre o tratamento dispensado pelas big techs contra golpes financeiros.
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Ao Tecmundo, a Meta afirmou que não irá se pronunciar.
