Muitas pessoas acreditam que as baratas seriam as únicas sobreviventes de um desastre nuclear devastador. No entanto, a fama de imortalidade pertence verdadeiramente aos tardígrados, seres minúsculos que desafiam as leis da biologia. Esses organismos microscópicos suportam ambientes extremos que seriam fatais para quase qualquer outra forma de vida terrestre.

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Atualmente, os cientistas estudam esses “ursos-d’água” para entender como um ser tão pequeno possui tanta força. Eles são seres multicelulares capazes de habitar desde as profundezas dos oceanos até os picos mais altos. Sua resistência vai muito além do que a ciência considerava possível para um animal tão simples.

Por que os tardígrados são considerados quase indestrutíveis?

Ao contrário da fama das baratas, a verdadeira resistência extrema pertence a eles.
Microscópicos e multicelulares, os tardígrados conseguem ocupar ambientes quase impossíveis:

  • fossas oceânicas profundas;
  • picos gelados de alta montanha;
  • desertos áridos;
  • regiões polares;
  • musgos e líquens em áreas urbanas.

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Eles não apenas sobrevivem — prosperam.
Durante décadas, a ciência acreditou que nenhum animal suportaria certas condições extremas. Os tardígrados, porém, passaram a derrubar essas certezas uma a uma.

O que descobertas no espaço revelaram sobre sua resistência?

O interesse global por esses seres cresceu após uma falha técnica em uma missão espacial israelense. A nave Beresheet carregava milhares de tardígrados quando se chocou contra a Lua há poucos anos. Especialistas acreditam que, devido à sua biologia única, eles podem ter resistido ao impacto violento e ao vácuo.

Anteriormente, testes realizados na órbita da Terra já haviam demonstrado que esses animais não morrem no espaço sideral. Eles suportaram radiação solar direta e o vácuo absoluto sem sofrer danos letais imediatos. Dessa forma, os tardígrados provaram ser os passageiros mais resilientes da história das explorações espaciais modernas.

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Como ele consegue sobreviver

A explicação para tanto poder está na capacidade de entrar em um estado de hibernação extrema. Durante a criptobiose, o tardígrado perde quase toda a umidade do corpo e paralisa suas funções vitais básicas. Esse processo permite que ele sobreviva por décadas sem água, aguardando apenas uma gota para despertar.

Contudo, a proteção celular desses animais também envolve sistemas avançados de reparo genético e proteínas específicas. Essas descobertas podem revolucionar o tratamento de doenças humanas e a conservação de órgãos para transplantes. Por fim, como espécies pioneiras, eles ajudam a colonizar e monitorar a qualidade de novos ecossistemas.

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