Moradores do bairro Praia Brava, na região Norte de Florianópolis, estão pedindo justiça após o Orelha, um cão comunitário, ter sido morto supostamente a pauladas na quinta-feira (15). Segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, que se manifestou sobre a morte do animal, os suspeitos pelo crime seriam adolescentes.
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O cachorro, também conhecido como Preto, vivia há mais de 10 anos na região, segundo a comunidades, e era cuidado por pessoas que moravam nos arredores, além de pescadores.
Uma das moradoras da Praia Brava fez uma postagem em uma rede social afirmando que o ato chegou a ser filmado por um vigia do local que, ao divulgar as imagens, teria sido ameaçado pelos pais dos suspeitos, segundo ela.
Ela e outros moradores, que também vêm se manifestando nas redes sociais, pedem para que o caso não fique impune. Diante da repercussão da morte de Orelha, o delegado-geral afirmou que a Polícia Civil, em conjunto com a Delegacia de Proteção Animal, de titularidade da Delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, “tomará rápidas providências” com relação aos suspeitos.
“Teriam sido adolescentes que teriam agredido com pauladas esse cachorrinho. Eles serão levados à Justiça”, disse Ulisses.
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Veja fotos de Orelha
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o cão precisou ser eutanasiado após ser encontrado ferido. Em relação ao grupo de adolescentes que pode estar envolvido no caso, se confirmado, será encaminhada a cópia do relatório investigativo à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) “para a lavratura do procedimento policial cabível, em razão da especialização nas atribuições pela idade dos envolvidos”.
Sobre a possível ameaça ao vigia que teria gravado o crime, a Polícia afirmou que investiga a suposta participação de um pai e de um policial civil que teriam coagido a testemunha. Se a suspeita for confirmada, eles podem responder por crimes como coação no curso de processo e abuso de autoridade, praticados por maiores de idade.
Leia a nota na íntegra
“A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital, está investigando os dois casos recentes de maus-tratos a cães na Praia Brava, em Florianópolis.
As investigações buscam esclarecer as circunstâncias das lesões envolvendo o cão “Orelha”, que foi encontrado ferido e necessitou ser eutanasiado. O outro caso, envolvendo um cão caramelo, também é investigado pela Polícia. O animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente. Mas, depois conseguiu sair do local.
A Polícia Civil também investiga as denúncias de que um grupo de adolescentes seria o responsável pelos maus-tratos aos animais. A equipe da DPA está realizando diligências preliminares, sendo que, caso confirmada a suspeita de autoria dos adolescentes, o relatório investigativo será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) para a lavratura do procedimento policial cabível, em razão da especialização nas atribuições pela idade dos envolvidos.
A Polícia investiga ainda, a suposta participação de um pai e de um policial civil, que teriam coagido uma testemunha. Caso isto seja confirmado será lavrado o respectivo procedimento policial no âmbito da DPA com relação aos crimes conexos ao caso, como coação no curso de processo e abuso de autoridade, praticados por maiores de idade.
A Polícia Civil reforça que todas as ocorrências sejam formalizadas o mais brevemente possível, para auxiliar no trabalho investigativo, com diligências como encaminhamento de animal à perícia e busca de imagens, que possam colaborar com a elucidação dos fatos. As denúncias podem ser feitas por meio do WhatsApp (48) 8844-1396
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