O número de mortos no Irã chegou a 787 no quarto dia de conflito com Estados Unidos e Israel, segundo o Crescente Vermelho iraniano. O balanço pode aumentar, já que novos bombardeios foram registrados nesta terça-feira (3), especialmente na capital, Teerã. As informações são do g1.
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O primeiro ataque aconteceu na madrugada de sábado (28), por via marítima e aérea. De forma coordenada, Estados Unidos e Israel investiram contra o Irã, com explosões registradas em Teerã e também em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Como forma de retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares dos EUA no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes.
Entre os principais líderes iranianos mortos estão:
- Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã;
- Ministro da Defesa Amir Nasirzadeh;
- Chefe do Estado-Maior Abdolrahim Mousavi;
- Comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour;
- Ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Nesta terça, Israel afirmou ter bombardeado alvos em Teerã e também em Beirute, no Líbano, onde diz atacar comandantes do Hezbollah. O exército israelense afirmou ter atingido um comandante iraniano de alta patente em Teerã
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“Há pouco tempo, as forças armadas israelenses atacaram um comandante sênior do regime terrorista iraniano em Teerã”, disse um comunicado do exército, sem fornecer mais detalhes.
Já o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses, como Jerusalém. Explosões também foram registradas em outros países da região, como Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, indicando a expansão do conflito para além dos três principais envolvidos.
ONU pede investigação sobre ataque a escola
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta terça-feira (3) uma investigação sobre o ataque que atingiu uma escola de meninas no Irã e deixou mortos, no último sábado (28). Segundo o governo iraniano, ao menos 150 estudantes morreram — número que depois foi atualizado para 165 vítimas.
Em Genebra, a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre o bombardeio.
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“Isso é absolutamente horrível”, disse Shamdasani. Ela afirmou que imagens que circulam nas redes sociais mostram “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.
EUA diz que não atacaria escola
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira (2) que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”. Israel informou que investiga o incidente.
O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, já havia enviado uma carta a Türk em 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”. A ONU afirma que ainda não há informações suficientes para determinar se o episódio pode ser classificado como crime de guerra.
Veja imagens do conflito
Irã aciona Conselho de Segurança da ONU
O Irã pediu nesta terça-feira (3) ao Conselho de Segurança da ONU que tome medidas para pôr fim à guerra do país contra Israel e os Estados Unidos.
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— O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem um dever… se assim o desejar, certamente pode agir, pois não há obstáculo à sua ação, exceto a sua própria vontade — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva de imprensa da pasta.





