A mãe do bebê de um ano e seis meses que foi agredido pelo padrasto em um estacionamento em Palhoça, na Grande Florianópolis, ficou fora do carro por cerca de 15 minutos, tempo em que os maus-tratos ocorreram. O caso foi registrado na terça-feira (30), no bairro Eldorado. O homem foi preso.
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Ao g1, a jovem de 19 anos relatou que trabalha com revenda de joias e tinha sido deixada pelo companheiro no endereço para atender um cliente. Antes de descer do carro, ela se ofereceu para levar o bebê, mas o companheiro pediu para que a criança ficasse com ele no carro.
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A vendedora estava em um relacionamento com o homem há pouco mais de um ano. Quando ela saiu do carro, seu filho foi agredido pelo padrasto. O agressor usou um celular para bater no menino, além de puxá-lo pelo cabelo.
Testemunhas acionaram a Polícia Militar. No local, foram apresentados vídeos que, em tese, registram as agressões, além de serem constatadas lesões aparentes na vítima.
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— Na hora que eu vi o vídeo, meu coração… eu só queria sair daquela situação, porque, para mim, parecia um pesadelo. Eu nunca tinha visto isso. Não tem justificativa para bater numa criança de um ano e seis meses daquele jeito — disse a mãe.
O delegado André Nascimento informou que o padrasto foi preso por maus-tratos, crime que não cabe fiança. O suspeito vai passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (1°), segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O Conselho Tutelar afirmou em nota que “a criança encontra-se em segurança, afastada do agressor“.
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Mãe de bebê agredido iria fazer consulta pré-natal do segundo filho
Após concluir a venda, a mulher iria a uma consulta médica pré-natal para acompanhar a gestação de seu segundo filho.
— Me chamam no interfone. Eu não estava entendendo e tinha muita gente em volta do carro em que a gente estava. Eu atravessei a rua e fui entender o que estava acontecendo. Havia muitas pessoas gritando e brigando — relatou.
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Segundo ela, naquele momento, o homem disse a ela que brigou com a criança e que as pessoas teriam gravado a situação.
— Vieram alguns caras querendo bater nele [no padrasto]. Em nenhum momento passou na minha cabeça que ele tinha agredido o meu filho — completou.
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A mãe disse que o homem nunca havia demonstrado comportamento agressivo com ela ou com o enteado. Ela relatou que o companheiro planejava registrar a criança em seu nome.
— Estava todo mundo muito nervoso com a situação e eu não estava deixando ninguém agredi-lo, para entender o que estava acontecendo. Quando me mostraram o vídeo, eu entendi o que tinha acontecido realmente com o meu filho. Em nenhum momento eu o defendi — afirmou.
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O que diz o Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar de São José – Sede informa que prestou atendimento em conjunto com o Conselho Tutelar de Palhoça no caso envolvendo uma criança vítima de agressão.
As medidas de proteção cabíveis foram adotadas, e a criança encontra-se em segurança afastada do agressor.
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Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao dever legal de sigilo, não serão divulgadas outras informações sobre o caso.
São José, 30 de junho de 2026.

















