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Saúde

No Dia Mundial do Diabetes, faltam tiras para medição de glicose em Florianópolis

Desde outubro faltam as tiras utilizadas por 3.203 pacientes 

14/11/2017 - 13h01 - Atualizada em: 14/11/2017 - 14h08

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Por Redação NSC
(Foto: )

Diabetes é uma doença crônica, caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). E no Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, que marca o combate à doença que aflige mais de 16 milhões e mata 72 mil pessoas por ano somente no Brasil (dados da Organização Mundial de Saúde), moradores de Florianópolis relatam a falta de medicamentos nos postos de saúde do município.

A aposentada Patrícia Laureano, de 41 anos, sofre de diabetes há 27 anos e, desde então, precisa medir a glicemia diariamente para aplicar a insulina. Porém, na Capital catarinense, desde outubro faltam as tiras utilizadas por 3.203 pacientes (dados da Secretaria Municipal de Saúde) para furar o dedo e fazer a medição.

— Está em falta em todos os postos. Fui nos Ingleses, na Trindade e na Carvoeira, e não encontrei. Sem as tiras, não temos como aplicar a insulina, porque se for demais, podemos entrar em coma, se for de menos, podemos ser hospitalizadas. São insumos que precisamos para viver.

A Secretaria Municipal de Saúde reconhece que as tiras estão em falta "porque houve um problema com o fornecedor" e foi preciso fazer um novo edital para a compra. "Assim que o processo burocrático for vencido", o medicamento voltará a ser distribuído nos postos de saúde.

Serão adquiridas inicialmente 1.200.000 tiras, ao custo total de R$ 414.000, ainda sem prazo definido. Até lá, a secretaria afirma que, "como a rede ainda tem uma quantidade de tiras reduzida, estão sendo priorizados os pacientes que têm a dosagem a partir da mensuração do HGT (Hemoglucoteste), com 20 unidades (de tiras) se a glicemia for acima de 200 (mg/dL)". Ainda de acordo com a secretaria, os médicos estão "chamando seus pacientes para revisão de dosagem e alternativas clínicas".

Diabetes

O diabetes é uma doença crônica que afeta 422 milhões de adultos em todo o mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já considera o problema uma epidemia. Para alertar a população sobre os riscos e a falta de tratamento adequado, é celebrado, em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes.

Provocada pela incapacidade do organismo de produzir ou absorver quantidades adequadas de insulina — hormônio produzido pelo pâncreas que tem como função fazer a glicose entrar nas células —, a doença tem como consequência o aumento nos níveis de açúcar no sangue. Isso pode acarretar danos para órgãos como rins, olhos, coração, vasos sanguíneos e nervos. O diagnóstico da doença é feito por meio de exames de sangue que apontam os níveis de glicose no organismo. Todos os tratamentos passam pelo controle da glicemia.

Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes são de diabete tipo 1, uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina.

A doença é a maior causa de cegueira no mundo e também responde pelo maior número de amputações de membros inferiores de que se tem conhecimento.

Prevenção

Somente o diabetes do tipo 2 — que afeta de 90% a 95% dos pacientes — pode ser prevenido. O controle do peso e a prática de exercícios podem diminuir a probabilidade de desenvolver a doença. Além do sedentarismo e da dieta inadequada, hipertensão arterial e presença de doença cardiovascular são alguns dos fatores de risco.

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