Um novo documentário de duas horas sobre Suzane von Richthofen deverá ser lançado em breve pela Neflix. Em formato de longa-metragem, e ainda sem data de estreia definida, na produção, Suzane dá sua própria versão sobre o crime e, principalmente, sobre como era a vida com os pais antes de tudo acontecer.
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Segundo o jornal O Globo, que acompanhou uma sessão restrita do documentário, um dos principais pontos da produção é a forma detalhada como Suzane conta como era o ambiente familiar dela, desde a infância e na adolescência.
Afeto zero em casa
Richthofen afirma que a casa era um ambiente frio e usa a palavra “abismo” para descrever a distância emocional entre ela e os pais. Sobre o pai, Manfred, ela afirma que teve “zero afeto” e nunca recebeu nenhuma demonstração de amor dele.
Já sobre a mãe, Marísia, ela chegou a receber um pouco mais de carinho, mesmo de forma rara. Suzane disse que ela e o irmão, Andreas, se sentiam invisíveis dentro de casa.
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Em um dos momentos mais fortes do documentário, Richthofen conta que afirma ter presenciado cenas de violência dentro de casa, em brigas do pai com a mãe e que isso a marcou.
A chegada de Daniel Cravinhos na vida de Suzane von Richthofen
Suzane ainda conta no documentário que a chegada de Daniel Cravinhos mudou sua vida e que foi o “vazio” dentro de casa que abriu espaço para a presença dele em sua vida. Para ele, Cravinhos passou a ocupar todos os espaços em sua vida e que a família Richthofen estava longe de ser a família perefeita de comercial de margarina.
O documentário tenta humanizar o passado de Suzane através do olhar dela, focando em traumas de infância e na suposta ausência de amor familiar para tentar explicar (não justificar, mas contextualizar) o que a levou ao crime. É a primeira vez que ela detalha esses pontos de forma tão longa em uma produção audiovisual própria.
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