A revista britânica Far Out publicou uma lista curiosa que aponta os títulos de filmes que mais podem confundir ou “enganar” os espectadores, e o cinema brasileiro ganhou um lugar de destaque na seleção. O longa O Agente Secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho, ocupa a quinta posição entre as seis obras citadas.

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A publicação argumenta que o nome da produção, que venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional e recebeu quatro indicações ao Oscar, pode sugerir ao público internacional uma trama de espionagem tecnológica ou ação frenética aos moldes da franquia James Bond.

No entanto, a realidade da obra protagonizada por Wagner Moura é um drama denso e histórico ambientado nos anos 1970, em Pernambuco. O título funciona de forma puramente metafórica, referindo-se à necessidade do protagonista de adotar uma identidade falsa e viver na clandestinidade para sobreviver à perseguição da ditadura militar.

Para a revista, embora o título faça sentido dentro do contexto de invisibilidade forçada do personagem, ele se enquadra na categoria de nomes que prometem um gênero cinematográfico e entregam algo completamente diferente e mais profundo.

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Outro exemplo citado pela lista, que ocupa a última posição de fidelidade, é o filme Em Ritmo de Fuga (2017). Enquanto no Brasil o título traduzido descreve bem a essência da história, o nome original em inglês, Baby Driver, é apontado como o mais enganador de todos se levado ao pé da letra.

A Far Out ironiza que uma tradução literal como “Bebê Motorista” sugeriria um roteiro caótico e impossível, já que bebês não possuem altura para alcançar os pedais ou coordenação motora para conduzir um automóvel, o que encerraria o filme nos primeiros segundos de projeção.

Veja fotos de O Agente Secreto

*Sob supervisão de Pablo Brito

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