Quais o limites que a ciência pode chegar ao alterar o DNA de um embrião? Pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, afirmam ter conseguido editar genes de embriões humanos em estágio inicial usando uma técnica mais precisa do que métodos anteriores, sem os danos mais graves já associados ao Crispr.
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O objetivo é entender se, no futuro, será possível corrigir mutações ligadas a doenças hereditárias antes do nascimento. Mas o avanço também reacende discussões sobre ética e o risco de uso da tecnologia para selecionar características em bebês.
O estudo ainda não passou por revisão de outros cientistas e está longe de qualquer aplicação clínica.
Como funciona
A técnica usada é chamada de edição de bases. Em vez de cortar o DNA, como faz o Crispr tradicional, ela altera letras específicas do código genético, reduzindo o risco de danos maiores.
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Nos testes, os pesquisadores editaram genes como o PCSK9, ligado ao colesterol LDL, e o HBG, relacionado à produção de hemoglobina fetal.
O que foi encontrado?
As alterações foram feitas com sucesso em embriões humanos em estágio inicial. O principal resultado foi a ausência de grandes danos ao DNA, problema observado em estudos anteriores.
Mas ainda há limitações. Nem todas as células dos embriões foram editadas da mesma forma. Algumas mantiveram a versão original dos genes, fenômeno conhecido como mosaicismo.
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Por que é relevante?
O mosaicismo é um dos maiores obstáculos para o uso médico da técnica. Quando um embrião apresenta células diferentes, fica difícil prever os efeitos no desenvolvimento.
Por isso, especialistas veem o estudo como um avanço importante, mas ainda experimental. Ele amplia o conhecimento sobre edição genética, sem abrir caminho imediato para seu uso na reprodução humana.
Doença ou seleção
A expectativa a seguir é evitar doenças genéticas graves em famílias com alto risco de transmissão. O receio é que, no futuro, a mesma tecnologia seja usada para escolher características que não tem relação com saúde.
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Este debate alimenta a discussão sobre os chamados “bebês projetados”, embora muitas características humandas dependam de vários genes e estejam longe de poder ser controladas.

Próximos passos
Próximos estudos devem tentar reduzir o mosaicismo e avaliar a segurança técnica. O avanço mostra que a edição genética está se tornando mais precisa. Mas, no caso de embriões humanos, a pergunta continua a mesma: até onde a sociedade considera aceitável ir?




