Os aparelhos celulares foram banidos das salas de aula do ensino básico em janeiro de 2025. Porém, nesse primeiro semestre, o debate voltou ao topo das discussões conforme duas grandes universidades também aplicaram a proibição.

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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Insper tomaram a decisão com base na hipótese de professores de que os dispositivos estariam afetando a capacidade de concentração e o aprendizado dos alunos.

Embasamento científico e estudos

A relação entre o aprendizado e os dispositivos é um tópico quente dentro da área pedagógica, alvo de diversas pesquisas. Embora o enfoque tendesse a recair sobre amostragens de alunos mais jovens, existem aqueles que miram as universidades.

Uma dessas iniciativas foi um estudo de 2024 desenvolvido pela parceria das Universidades da Pensilvânia e de Copenhague. Ele tem como objetivo avaliar o impacto de medidas como essa no ambiente universitário.

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A amostragem da pesquisa foi de 17 mil alunos indianos do ensino superior, divididos em dois grupos. Enquanto um deles teve total acesso aos dispositivos, o outro teve os aprelhos confiscados no começo da aula.

Resultados da medida

Ao fim do semestre, o grupo que ficava sem celular durante as aulas teve um desempenho melhor. Em média, as notas subiram um pouco, mas a melhora apareceu de forma mais clara entre quem já vinha indo mal.

Os grupos mais beneficiados foram os calouros, alunos de áreas de humanas e outros cursos fora das exatas. Já entre estudantes de exatas e tecnologia, a diferença foi pequena e não ficou tão evidente.

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Outras análises positivas referem-se à já mencionada medida tomada pelo governo federal na educação básica, por meio da Lei nº 15.100/2025.

Em um levantamento feito pela Frente Parlamentar Mista da Educação, 83% dos estudantes brasileiros apresentaram melhoras substanciais na concentração em sala de aula.

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