Todo ano, o início da colheita do pinhão na Serra Catarinense é marcado por uma tradição que atravessa gerações: a sapecada. É uma das maneiras mais antigas de preparar a semente e já se tornou simbólica na região, tanto que dá nome à Sapecada da Canção Nativa, festival de música nativista que é o coração da Festa Nacional do Pinhão.

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A sapecada do pinhão surgiu no campo, sem data definida, e a técnica é muito simples: basta dispor os pinhões sob as grimpas, que são as folhas secas da araucária, e acender o fogo na parte superior. 

Em meio aos estalos do fogo de grimpa, o pinhão assa, e a casca tostada se torna fácil de remover. E enquanto esse processo acontece, as pessoas se reúnem ao redor do fogo, seja para conversar, contar histórias ou apenas aproveitar o calor das chamas em um dia frio.

Portanto, a sapecada é muito mais que um modo de preparo. É um símbolo cultural do Sul do Brasil, que atrai turistas curiosos e reforça tradições antigas. O costume é um dos marcos que, em Lages, antecede a Festa do Pinhão, evento que valoriza a cultura e a gastronomia serranas.

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