O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou, na última sexta-feira (30), um volume recorde de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein: mais de 3 milhões de páginas, 180 mil imagens e cerca de 2.000 vídeos.
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A liberação, considerada a maior já feita pelo governo americano sobre o caso, reacendeu o debate em torno do financista bilionário acusado de operar um esquema de tráfico e abuso sexual de jovens, muitas delas menores, e voltou a alimentar teorias da conspiração sobre uma suposta “lista de clientes”. Os novos arquivos citam diversas personalidades que fizeram parte do círculo social de Epstein.
O que são os Arquivos de Epstein
Os chamados “Arquivos de Epstein” reúnem mais de 300 gigabytes de dados armazenados no sistema eletrônico do FBI, incluindo relatórios de investigação, documentos internos, registros de intimações, memorandos e centenas de formulários 302, usados por agentes para registrar depoimentos de vítimas, testemunhas e suspeitos.
Apesar do enorme acervo, especialistas e jornalistas que acompanham o caso há décadas reforçam que a presença de nomes nos documentos não significa, automaticamente, envolvimento em crimes. A repórter Julie K. Brown, do Miami Herald, considerada uma das principais referências na cobertura do escândalo, já afirmou que investigadores que trabalharam no caso dizem não haver evidências de que Epstein mantinha uma lista formal de clientes.
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Há menções a Donald Trump nos arquivos?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece citado milhares vezes nos arquivos. Segundo o jornal The New York Times, há mais de 5,3 mil documentos com menções a Trump ou termos relacionados.
Em um dos casos, há uma denúncia de um suposto estupro que Trump teria cometido contra uma garota menor de idade. O presidente nega as acusações, e a denúncia foi retirada em 2016.
Quem é Jeffrey Epstein, bilionário condenado por abuso sexual
Jeffrey Epstein ganhou projeção como investidor de bilionários e, desde os anos 1990, acumulou propriedades em vários países, incluindo uma ilha particular no Caribe. Seu círculo social incluía nomes como o príncipe Andrew, Bill Clinton e Donald Trump, todos os quais negam irregularidades.
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O caso veio à tona em 2005, após denúncias de meninas menores de idade em Palm Beach, na Flórida. Mesmo com acusações graves, Epstein conseguiu evitar um processo federal na época, firmando um acordo para cumprir 13 meses de prisão por acusações estaduais e se registrar como agressor sexual.
Em 2019, ele voltou a ser preso, desta vez em Nova York, acusado de tráfico sexual. Pouco depois, foi encontrado morto na cela. Conforme a BBC, um relatório interno do Departamento de Justiça, versão oficial é de suicídio. O relatório apontou falhas graves no sistema prisional, mas disse não haver indícios de crime.
A morte, no entanto, segue sendo um dos elementos mais explorados por teorias da conspiração, alimentadas por dúvidas iniciais sobre vigilância, falhas de monitoramento e detalhes controversos do laudo de autópsia.
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*Com informações da CNN Brasil
**Sob supervisão de Pablo Brito

