A possibilidade de o Ministro da Fazenda Fernando Haddad deixar o cargo e concorrer ao governo de São Paulo nas eleições deste ano tem agitado o cenário eleitoral. Na quinta-feira (26), um jantar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Haddad gerou burburinhos sobre uma suposta conversa para que o ministro seja o candidato do PT na eleição paulista.

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Até o momento, Haddad não confirmou publicamente a intenção de concorrer a qualquer cargo em 2026. Em diversas entrevistas, ele afirmou que seu plano para 2026 seria atuar na coordenação da campanha de Lula à reeleição para a Presidência. Ainda, nega que tenha existido uma decisão final nas últimas conversas com o Lula, seja no Brasil ou na viagem à Índia.

Porém, nos bastidores, a candidatura de Haddad tem sido visto como cada vez mais provável. Isso porque o presidente teria sinalizado que a candidatura teria um papel essencial para melhorar o palanque eleitoral de Lula em São Paulo, principal colégio eleitoral do país.

Mesmo que uma vitória de Haddad em São Paulo seja difícil, petistas acreditam que a presença do ministro seria importante para forçar um segundo turno na disputa paulista e ter um aliado fazendo campanha para Lula no estado até a votação final.

Assessores e fontes próximas ao presidente e ao ministro afirmam que o “sim” para o pedido de Lula está mais próximo. Haddad teria se mostrado mais aberto à ideia, apesar de ter dito a jornalistas antes do jantar com o presidente que não sabia o assunto do encontro.

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Lula teria chamado Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para uma conversa na próxima semana, com o intuito de discutir o cenário eleitoral. A previsão é que o encontro aconteça na terça-feira (3), data em que o ministro estará em Brasília (DF).

Além da possível candidatura de Haddad para o governo de São Paulo, as lideranças também devem debater no encontro as definições para o Senado e a composição dos palanques. Nomes com os das ministras Marina Silva e Simone Tebet também são especulados como possíveis candidatas ao Senado por São Paulo na chapa petista nas eleições de outubro.

*Com informações de g1, Uol, Folha de S. Paulo e CNN Brasil