Um professor foi agredido com nove socos pelo pai de uma aluna dentro de uma escola no Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (20). O motivo da confusão teria sido porque o professor pediu que a aluna pediu parasse de mexer no celular durante a aula. As informações são do g1.
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O pai deve responder pelos crimes de lesão corporal, injúria e desacato. A agressão foi registrada por câmeras de segurança, que mostram o momento em que o homem entra na sala de coordenação e dá socos na cabeça do educador. O profissional tenta se proteger antes de o pai ser contido por funcionários.
A filha do agressor tentou separar a briga e aplicou um “mata-leão” no próprio pai para impedir que ele continuasse as agressões. Outras três estudantes presenciaram o ocorrido. De acordo com o professor, ele chamou a atenção da aluna por ela se recusar a copiar o conteúdo do quadro.
— Eu falei que não era para mexer no celular e era para copiar o conteúdo. Ela deve ter chamado o pai, e ele foi à escola tirar satisfação comigo — relatou o educador.
Pai confessou que “partiu pra cima”
O agressor foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), usado para crimes de menor potencial ofensivo. Ele vai responder em liberdade por lesão corporal, injúria e desacato.
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O homem disse em depoimento que a filha ligou para ele afirmando que o professor teria xingado a estudante. Ele confessou que “partiu para cima” do professor, mas negou ter feito ameaças.
O pai da estudante disse à TV Globo que não vai se pronunciar.
A Secretaria de Educação do DF disse que o caso é acompanhado pela Coordenação Regional de Ensino do Guará e que a Corregedoria da pasta vai apurar os fatos. Ainda, afirmou que acionou o Batalhão Escolar para reforçar a segurança na entrada e saída dos alunos nos próximos dias.
“A Secretaria repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e reafirma o compromisso de garantir um espaço seguro, acolhedor e respeitoso para toda a comunidade”, afirma a nota.
Professor diz que está sem condições de dar aula
O professor, de 53 anos, afirma que está “decepcionado” e “sem condições” de voltar a dar aula.
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— Vou pegar um atestado, vou tentar melhorar um pouco a cabeça. Porque a cabeça da gente fica muito ruim. Então assim, eu tô sem condição nenhuma de voltar para sala de aula no momento — afirmou em entrevista à TV Globo.
E ainda completou:
— É muito triste. Já trabalhei em muitas escolas. Já tive discussões várias vezes, mas jamais saiu em vias de fato como hoje. Então assim, eu tô muito decepcionado.

