Na escola, aprendemos que a Terra tem três camadas: crosta, manto e núcleo. O núcleo, a parte mais interna, é dividido em uma parte líquida e um “caroço” sólido de metal, devido à alta pressão.
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Esse núcleo é dinâmico, e seu movimento é essencial para a vida no planeta. Mas e se ele parasse? Segundo os cientistas, se isso acontecesse, as consequências seriam catastróficas.
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Campo magnético em risco
O sol emite partículas carregadas, as tempestades solares, que podem “fritar” a superfície de planetas. Na Terra, somos protegidos pelo campo magnético, que age como um escudo.
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Esse campo é gerado pelo movimento do núcleo. Se ele parar, perderíamos nossa proteção. Sem ele, a atmosfera seria destruída, e os raios UV acabariam com a vida na superfície.
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O fim da rotação interna
O núcleo sólido tem cerca de 3,4 mil km de diâmetro e gira mais devagar que o resto do planeta. Se parasse, os dias ficariam mais longos, pois a Terra giraria mais lentamente.
Com o tempo, o campo magnético enfraqueceria. Mas o pior cenário seria se a camada líquida também parasse.
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O colapso total
Susan MacMillan, da Universidade de Edinburgh, explica que o movimento do núcleo líquido gera correntes elétricas que mantêm o campo magnético. Se ele parasse, o campo desapareceria.
A atmosfera seria lançada ao espaço, e a radiação solar exterminaria quase toda a vida. Seria um Apocalipse imediato—e não haveria como evitá-lo.
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