Nativo do Cerrado brasileiro, o baru (Dipteryx alata) se desenvolve durante o período seco e é fundamental para a fauna da região, que se alimenta de seus frutos.
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Nos últimos anos, o sabor e o valor nutricional dessa castanha têm despertado crescente interesse na alimentação humana.
O fruto do baru abriga uma única castanha comestível, a chamada castanha do Cerrado. De acordo com Nathalia Eberhardt, diretora-presidente da ONG Ecoa, essa semente é considerada um superalimento graças ao seu perfil nutricional completo e ao potencial de uso em diferentes setores.
Sabor marcante, alto valor nutricional e versatilidade
Conhecida nas comunidades tradicionais como alimento afrodisíaco, a castanha do baru vai muito além da alimentação.
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A engenheira agrônoma e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Juliana Donadon, explicou ao g1 que o óleo extraído da castanha vem ganhando espaço tanto na gastronomia quanto na indústria cosmética.
O motivo é sua estabilidade e composição semelhantes às do azeite de oliva. Já a polpa, de sabor naturalmente adocicado, pode ser usada em sobremesas, sucos e outros preparos, reforçando o potencial de aproveitamento integral do fruto e reduzindo o desperdício.
Um superalimento comprovado pela ciência
Entre as oleaginosas, a castanha do baru se destaca pelo alto teor de proteínas e minerais como ferro, zinco, cobre, manganês e magnésio. Esses nutrientes ajudam a proteger o sistema cardiovascular e a equilibrar os níveis de colesterol.
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Pesquisas recentes mostram que o consumo regular do baru pode reduzir o colesterol LDL (ruim), aumentar o HDL (bom), controlar a glicemia e melhorar o funcionamento intestinal.
Graças à presença de compostos antioxidantes, a castanha também tem ação anti-inflamatória e efeito protetor sobre as células, sendo considerada um alimento funcional com potencial na prevenção de doenças crônicas.
Óleo de baru: da tradição ao uso moderno
O óleo do baru, além de seu uso culinário e cosmético, é valorizado em comunidades rurais como remédio natural contra dores reumáticas e fadiga.
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Essa aplicação reforça o saber ancestral em torno do fruto e o papel cultural que ele ocupa no Cerrado, unindo tradição e ciência em torno de um mesmo alimento.
