O tubarão-da-groenlândia é o vertebrado mais longevo conhecido e pode viver séculos, com estimativas que chegam a 392 anos (± 120) e evidência de pelo menos 272 anos. Imagine um ser vivo que nasceu antes da Revolução Industrial e continua nadando calmamente pelas profundezas oceânicas.

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O tubarão-da-groenlândia é exatamente esse fenômeno, sendo reconhecido como o vertebrado com a maior longevidade do planeta.

Esse gigante impressiona não apenas pela idade, que pode atingir incríveis 400 anos, mas também por seu desenvolvimento extremamente tardio.

Ele leva mais de um século para estar pronto para se reproduzir, demonstrando um ritmo de vida único na natureza.

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Além disso, a ciência o classifica como um dos peixes mais lentos já observados em seu habitat natural. Essa característica é fundamental para sua sobrevivência em águas remotas e de difícil acesso para pesquisadores.

As cores e o mistério das profundezas

Por viver em regiões abissais e geladas, os cientistas ainda têm poucas oportunidades de observar essa espécie de perto.

Consequentemente, grande parte de seu comportamento social e de seus hábitos diários permanece envolta em mistério para a biologia moderna.

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O que a ciência atual confirma é que sua pele apresenta tons que variam entre cinza-escuro, marrom e preto.

Dessa forma, ele consegue se camuflar com perfeição na escuridão das águas profundas onde costuma habitar.

O gigante que parece um submarino

A anatomia desse animal é bastante peculiar, apresentando um corpo cilíndrico e focinho arredondado que remete à forma de um submarino.

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Ele pode atingir sete metros de comprimento e pesar cerca de 1,5 tonelada na fase adulta.

Seu nome científico, Somniosus microcephalus, significa “sonolento de cabeça pequena”, uma descrição precisa de seu deslocamento vagaroso.

Para economizar energia, ele nada a apenas 34,14 centímetros por segundo, acelerando raramente para capturar suas presas.

A ciência que lê o tempo nos olhos

Diferentemente de outros tubarões, essa espécie possui vértebras macias que não permitem a contagem de anéis de crescimento para estimar a idade.

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Por isso, os especialistas precisam analisar as camadas de proteínas presentes no cristalino dos olhos desses animais.

Por meio da datação por radiocarbono, os cientistas confirmaram que esses seres vivem ao menos 272 anos, podendo chegar a 392, com variação de até 120 anos para mais ou para menos.

Esse método inovador permitiu compreender a escala temporal impressionante em que esses predadores operam no fundo do mar.

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Sobrevivência em condições de frio extremo

Embora o nome faça referência à Groenlândia, o animal percorre vastas áreas, desde o Ártico russo até regiões inusitadas do Caribe.

Ele habita profundidades de até 2,2 mil metros, enfrentando temperaturas que chegam a dois graus negativos.

Para não congelar nessas condições severas, o organismo do tubarão produz substâncias químicas especiais que funcionam como um anticongelante natural.

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Além disso, ele só atinge a maturidade sexual por volta dos 150 anos, reafirmando sua existência secular.

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