A sexta fase da Operação Mensageiro teve um novo desdobramento nesta terça-feira (2) em Gaspar, Blumenau e Curitiba. Os alvos foram empresários ligados ao escândalo do lixo, em especial uma empresa com sede em Gaspar, que teve caminhões apreendidos. O objetivo da ação, além de sete prisões e 15 mandados de busca, foi bloquear bens para garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação.
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A operação DNA do Crime foi deflagrada nesta terça-feira (2) e tem foco na recuperação do patrimônio público. Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão em empresas e residência e sete de prisão contra empresários suspeitos de integrar a organização criminosa.
Também foi determinada a apreensão de 95 veículos pesados, incluindo caminhões de coleta, e de passeio, além do bloqueio de 19 imóveis e de aproximadamente R$ 66 milhões decorrentes da lavagem de dinheiro.
Conforme o Ministério Público, os investigados adotavam diversas estratégicas para conferir ares de legalidade aos bens e valores adquiridos através dos crimes de corrupção de agentes públicos e fraude a licitações, destacando-se: celebração de contratos e empréstimos fictícios entre empresas e pessoas físicas do mesmo grupo e o uso de “laranjas” na criação das empresas.
Operação Mensageiro
A DNA do Crime é um desdobramento da 6ª fase da Operação Mensageiro, deflagrada em agosto de 2025. À época, três pessoas da mesma família foram presas, integrantes da Saays Soluções Ambientais, de Gaspar. A empresa presta serviços a pelo menos três prefeituras de Santa Catarina.
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O nome da operação desta terça foi escolhido justamente porque o grupo criminoso investigado é composto por irmãs, filhos, cunhados e noras. Eles seriam responsáveis por planejar e articular a lavagem de capitais.
As fases da Mensageiro
Primeira fase
A primeira fase da Operação Mensageiro foi deflagrada em 6 de dezembro de 2022. Nesta etapa foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 108 de busca e apreensão nas regiões Norte, Sul, Vale do Itajaí e Serra.
A operação prendeu três prefeitos catarinenses por suposto envolvimento no recebimento de propinas: Deyvisonn Souza (MDB), de Pescaria Brava, Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva, e Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul. Dois dias depois das primeiras três prisões, o prefeito de Itapoá, Marlon Neuber (PL), foi alvo de um pedido de prisão preventiva após voltar de uma viagem de férias.
Segunda fase
Deflagrada em 2 de fevereiro de 2023, na segunda fase foram cumpridos quatro mandados de prisão e 14 de busca e apreensão no Sul e na Serra catarinense. Ela foi um desdobramento das provas colhidas com as primeiras prisões, em dezembro de 2022.
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Principais alvos:
- Antônio Ceron (PSD), prefeito de Lages
- Vicente Corrêa Costa (PL), prefeito de Capivari de Baixo
Terceira fase
Essa etapa foi deflagrada em 14 de fevereiro de 2023. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, todos em cidades do Sul de SC.
Principais alvos:
- Joares Ponticelli (PP), prefeito de Tubarão
- Caio Tokarski (União Brasil), vice-prefeito de Tubarão
Quarta fase
Foi deflagrada no dia 27 de abril de 2023, com o cumprimento de 18 mandados de prisão e 65 de buscas nas regiões Sul, Planalto Norte, Alto Vale e Vale do Itapocu. As ações ocorrem em Massaranduba, Imaruí, Três Barras, Gravatal, Guaramirim, Schroeder, Ibirama, Major Vieira, Corupá, Bela Vista do Toldo, Braço do Norte e Presidente Getúlio.
Quinta fase
A 5ª fase da Operação Mensageiro foi deflagrada no dia 29 de abril de 2024. Nessa etapa, as cidades de São João do Itaperiú, no Norte do Estado, e Porto Belo, no Litoral Norte, se tornaram alvo das investigações. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão.
Na ocasião, o prefeito de São João do Itaperiú, Clezio Fortunato (MDB), e o vice-prefeito, Jaime Antônio de Souza (PL) foram presos na operação. Além disso, o deputado estadual Emerson Stein (MDB), ex-prefeito de Porto Belo, foi alvo de mandado de busca e apreensão.
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Dessa vez, o fato investigado foi o de prestação de serviços de abastecimento de água e de iluminação pública nesses municípios.
Principais alvos:
- Clezio Fortunato (MDB), prefieto de São João do Itaperiú
- Jaime Antônio de Souza (PL), vice-prefeito de São João do Itaperiú
Sexta fase
A sexta fase da Operação Mensageiro apurou os crimes contra a Administração Pública, incluindo corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de capitais.

