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    Orgasmo feminino: veja cinco fatos que você ainda não sabe

    Mulheres devem ser responsáveis pelo próprio prazer e não podem colocar a expectativa apenas no outro

    06/10/2020 - 14h55 - Atualizada em: 06/10/2020 - 15h01

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    Redação
    Por Redação Hora
    Orgasmo feminino
    55,6% das brasileiras nunca tiveram um orgasmo
    (Foto: )

    O orgasmo é um dos assuntos que mais gera curiosidade entre as pessoas quando se fala em sexo. E tem muita gente que acha que entende tudo sobre o clímax feminino, ou pelo menos diz que sim.

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    As mulheres devem ser responsáveis pelo próprio prazer e não podem colocar a expectativa apenas no parceiro ou na parceira. Para isso, precisam ser estimuladas a conhecer o próprio corpo desde cedo, para saber do que gostam (e do que não gostam também) e aprender como chegar lá. 

    A sexóloga Jaqueline Brendler lista alguns pontos que considera fundamentais, mas que às vezes são ignorados. 

    É raro, mas é (muito) possível

    Autoconhecimento feminino
    É importante conhecer a si mesma para tornar o orgasmo possível
    (Foto: )

    O orgasmo pode ser considerado o ápice da relação sexual, mas nem sempre ele acontece, especialmente entre as mulheres. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que 55,6% das brasileiras não chegam lá. E mais: algumas nunca descobriram essa sensação.

    – Quando se fala em orgasmo, existem várias formas de chegar lá, mas o mais comum ainda é ter dificuldade pra gozar. Existe toda uma questão de repressão social e cultural. O homem conhece sua sexualidade bem mais cedo, ainda adolescente, sendo estimulado a se masturbar. A mulher nem sempre tem experiência com próprio corpo por uma série de fatores – pondera a sexóloga.

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    Eis a importância de conhecer a si mesma para tornar o orgasmo possível.

    – Muitas mulheres chegam ao meu consultório sem nunca terem se tocado. Não sabem do que gostam, não conhecem seu corpo, não descobriram quais são suas zonas erógenas mais prazerosas e nem como estimulá-las. Não sabem como é a sensação de um orgasmo – acrescenta Brendler.

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    O prazer é todo seu

    Jamais coloque a expectativa do seu prazer no seu parceiro ou parceira. Descubra o que te satisfaz e coloque em prática. O orgasmo depende mais de você do que da pessoa que está contigo. E você pode chegar lá sozinha! Não precisa de ninguém para isso.

    – Existe a ideia de que a mulher só vai gozar com penetração. Não! Aliás, a mulher tem que ser conhecedora das práticas que mais facilitam o orgasmo. E ela só vai descobrir isso se tocando. O que eu digo para as minhas pacientes é: nunca é tarde para descobrir esse prazer.

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    E tem mais: temos vantagens sobre os homens. As mulheres são capazes de ter orgasmos múltiplos, que são picos sucessivos de intenso prazer.

    – É o que todo mundo quer. São dois ou mais momentos de intenso prazer durante a mesma transa, que vão diminuindo sucessivamente.

    Clitóris e outras partes mais

    Clitóris
    O clitóris tem cerca de 8 mil terminações nervosas
    (Foto: )

    Nem só de penetração vive o orgasmo. Tudo que é mucosa tem terminações nervosas.

    – O ser humano é adaptativo. Dá para erotizar outras partes do corpo. Seios, orelhas, pescoço, pés – comenta. a sexóloga. 

    São várias as possibilidades. A favorita, porém, é o clitóris. Já foi comprovado cientificamente que ele é o melhor caminho para chegar ao clímax.

    O clitóris tem cerca de 8 mil terminações nervosas: 4 mil a mais do que o pênis. Um estudo publicado no ano passado pela OMGYes (Oh Meu Deus, Sim!, em tradução livre), uma plataforma online cujo objetivo é estudar e compartilhar o conhecimento sobre o prazer feminino, revelou que 66% das participantes disseram que gostam da estimulação direta do clitóris e 45% afirmam gostar de toques ao redor dele.

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    Bebida alcoólica não vai te ajudar a chegar no orgasmo

    Muitas pessoas acham que consumir bebida alcoólica em um encontro ou antes do sexo vai ajudá-las a relaxar, entrar no clima e ter uma experiência mais prazerosa. Vinho ou champagne podem, sim, ajudar na redução de inibições, mas se consumidos em quantidades exageradas vão dificultar o alcance do orgasmo.

    – O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Resumidamente, ele é um anestésico. Uma taça de vinho, ou espumante, ou lata de cerveja, pode deixar a pessoa mais desinibida. Mas não vou aconselhar, porque a gente tem que poder transar e ter prazer sem beber.

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    É tudo coisa da sua cabeça

    Pesquisadores e especialistas revelam que há uma ligação concreta entre o cérebro e a região genital feminina. Por ali existe um grande número de terminações nervosas, conectadas a nervos maiores, que enviam impulsos ao cérebro.

    – Sempre digo que o orgasmo é uma atividade cerebral. A gente resume que ele é uma sensação máxima de prazer que ocorre no cérebro e que tem repercussão no corpo todo – descreve Brendler.

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    Mulheres são mais sensoriais que os homens, mas precisam estar realmente envolvidas com a prática para dar certo. A sugestão é: pense, mas não tanto. Esqueça a reunião com o chefe ou o compromisso com a família.

    – A mulher tem que estar totalmente envolvida com a emoção erótica. Autocrítica e pensamento lógico são proibidos aqui. Por exemplo: ‘estou demorando demais pra dizer’, ‘preciso acordar cedo amanhã’, ‘tenho que entregar um relatório no trabalho e ainda não terminei’. Se for assim, fica difícil ou praticamente impossível.

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