Sair de casa e ouvir o lamento do pet causa uma angústia enorme nos tutores. Frequentemente, acredita-se que o excesso de carinho é o culpado pelo comportamento, mas a ciência demonstra que a realidade da síndrome de ansiedade por separação é complexa e envolve fatores que precedem a chegada do animal ao lar.
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A visão além da criação
Muitas vezes, o comportamento é visto apenas como falta de limites ou dependência excessiva. Entretanto, o veterinário Enzo Roubaud afirma que a educação não é o único fator determinante nesse sofrimento.
“Muitos donos chegam ao consultório se culpando porque dizem que mimaram demais o cachorro”, afirma Roubaud.
O especialista esclarece que a síndrome tem múltiplas causas e não se restringe apenas à forma como o animal foi criado. Segundo ele, definir o problema apenas pela criação é “simplista e castigador”.
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O DNA e as primeiras vivências
A carga genética desempenha um papel fundamental na maneira como o cão lida com a solidão. “Infelizmente, não podemos controlar a genética de um animal”, pontua Roubaud sobre a predisposição natural de alguns pets.
Além disso, o estresse que a mãe sofreu durante a gravidez pode afetar o filhote. Essas experiências precoces moldam o temperamento do animal antes mesmo de ele chegar ao seu novo lar definitivo e seguro.
As semanas que definem tudo
O desenvolvimento emocional começa logo após o nascimento e segue um cronograma rigoroso na natureza. O desmame precoce, por exemplo, costuma gerar adultos mais inseguros e com sérias dificuldades de ficar sozinhos em casa.
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Contudo, uma socialização bem feita garante que o cachorro aprenda a lidar com novos estímulos. Esse aprendizado inicial é a base para que ele se torne um animal confiante e equilibrado em sua vida futura.
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