Nos últimos meses de 2024 e início de 2025, o planeta enfrentou temperaturas sem precedentes, especialmente em regiões próximas à linha do Equador. O ano de 2024 se destacou como o mais quente já registrado, com a temperatura média global atingindo 15,10 °C, superando em 0,12 °C o recorde anterior de 2023. Pela primeira vez, a média anual ultrapassou 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, um marco crítico que intensifica os alertas sobre as mudanças climáticas.

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A seguir, apresentamos um compilado das 10 cidades mais quentes do mundo, destacando as temperaturas extremas que elas registraram.

Conheça os lugares mais quentes do mundo

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Vale da Morte, Califórnia, EUA

Localizado no deserto de Mojave, o Vale da Morte detém o recorde da temperatura mais alta já registrada na Terra, com 56,7°C em Furnace Creek.

Deserto de Lut, Irã

Conhecido por suas temperaturas extremas, o Deserto de Lut registrou temperaturas superficiais de até 80,8°C em 2019, tornando-o um dos lugares mais quentes do planeta.

Kebili, Tunísia

Esta cidade oásis no deserto tunisiano registrou temperaturas de até 55°C, sendo uma das mais quentes da África.

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Dallol, Etiópia

Situada na Depressão de Danakil, Dallol é conhecida por suas temperaturas médias anuais extremamente altas, frequentemente ultrapassando 41°C.

Tirat Tsvi, Israel

Este kibutz no Vale do Jordão já registrou temperaturas de até 53,8°C, destacando-se como uma das regiões mais quentes do Oriente Médio.

Ghadames, Líbia

Conhecida por suas construções de barro que ajudam a mitigar o calor, Ghadames já registrou temperaturas de até 55°C.

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Wadi Halfa, Sudão

Localizada próxima ao Lago Nasser, Wadi Halfa frequentemente registra temperaturas superiores a 52°C durante os meses mais quentes.

Timbuktu, Mali

Esta histórica cidade no Sahel africano já registrou temperaturas de até 54,4°C, refletindo o clima árido da região.

Deserto de Sonora, México/EUA

Abrangendo partes do México e dos Estados Unidos, o Deserto de Sonora é conhecido por temperaturas que podem ultrapassar 47°C durante o verão.

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Deserto de Simpson, Austrália

Localizado no centro da Austrália, este deserto registra temperaturas que frequentemente ultrapassam 40°C, com máximas históricas próximas a 50°C.

O que causa o aquecimento global?

O aquecimento global tem sido impulsionado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis. As consequências são evidentes: aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, chuvas torrenciais e furacões. Regiões que antes mantinham temperaturas estáveis agora enfrentam calor extremo, afetando ecossistemas e comunidades locais.

A superação do limite de 1,5 °C, estabelecido no Acordo de Paris, representa uma derrota significativa nos esforços globais para conter o aquecimento global. Estudos recentes indicam que, sem reduções drásticas nas emissões de petróleo, gás e carvão, é provável que o próximo limite de 2 °C seja ultrapassado nas próximas duas décadas, agravando ainda mais os impactos climáticos.

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Além disso, regiões polares, tradicionalmente frias, também estão registrando temperaturas alarmantes. Em 2023, o Ártico experimentou seu sexto ano mais quente, com temperaturas atingindo até 34 °C acima do normal em pleno inverno, evidenciando a gravidade da situação climática global.

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