Quem desembarca no Aeroporto Internacional de Florianópolis (ou Floripa Airport) costuma se impressionar com a arquitetura, conforto e agilidade do terminal. Não por acaso, ele recebeu o título de melhor do Brasil pelo sexto ano consecutivo e foi eleito o melhor do mundo para conexões em 2025, segundo o ranking da AirHelp, empresa global especializada em suporte a passageiros afetados por atrasos e cancelamentos de voos.
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Mas o que garante o padrão de excelência está em um local onde o público não pode acessar. Nos bastidores do aeroporto, existe uma engrenagem humana e tecnológica que trabalha dia e noite, desde a Torre de Comando até o porão de bagagens da aeronave, para garantir o conforto dos passageiros.
O NSC Total acessou as áreas restritas do aeroporto para mostrar os detalhes e as peças fundamentais que fazem o terminal ser um dos melhores do país.
O cérebro do aeroporto
A primeira parada é o ponto mais alto do campo de aviação. O Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA-FL) é o cérebro que controla cada movimento no céu catarinense. Lá, a Força Aérea Brasileira (FAB) autoriza os pousos e decolagens, orienta os pilotos sobre o que fazer e garante que o “trânsito” nas nuvens esteja organizado.
— Muita coisa acontece ao mesmo tempo e somos os maestros da operação. Se o nosso trabalho junto com a equipe do aeroporto gera uma experiência agradável para as famílias, significa que a orquestra está em sintonia — afirma Douglas Branco, operador e instrutor da Torre, que atua há 13 anos com tráfego aéreo.
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Além da alta densidade de voos, os controladores enfrentam um problema tipicamente manezinho: o clássico vento sul da ilha. Quandos as rajadas entram em cena, a estratégia tecnológica e a confiança entre torre e piloto precisa ser plena. O trabalho no DTCEA encerra quando os pneus da aeronave tocam o solo. Neste momento, a responsabilidade troca de mãos.
Os “olhos” do piloto no asfalto
Ao chegar no pátio de manobras, o cenário muda completamente. O silêncio da Torre de Comando dá espaço para o barulho dos motores de diversos aviões. É nessa hora que os fiscais de voo, também chamados de balizadores, entram em cena.
Como não existem retrovisores nas aeronaves e os pilotos têm visão limitada da pista, são esses profissionais que garantem que um avião de dezenas de toneladas estacione em segurança na vaga correta utilizando raquetes laranjas iluminadas. É um trabalho de extrema atenção e força física, onde os balizadores enfrentam a instabilidade climática diariamente.
— É uma relação de confiança muito grande entre o piloto e o agente, sentimos que é um momento de grande responsabilidade — conta Leandro Campregher, que atua como agente de operações.
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Corrida contra o relógio
Enquanto os passageiros começam a levantar e ligar os celulares após o pouso, uma rede invisível, formada pela equipe de bagagens, inicia uma corrida contra o tempo assim que os motores são desligados. O objetivo do setor é fazer com que as malas cheguem na esteira antes que os viajantes passem pelo saguão de desembarque.
A operação exige uma logística pesada. São centenas de bagagens que precisam ser descarregadas e separadas para o destino final ou conexões em tempo recorde.
— Temos uma meta de tempo para o descarregamento. Leva no máximo cinco minutos para descarregar uma aeronave, mas sempre tentamos fazer o mais rápido possível para atender melhor o cliente — explica Marcio Rodrigues, agente líder do Floripa Airport.
A história do Aeroporto de Florianópolis
Nascido na década de 1920 como uma base aérea e oficializado em 1955, o Aeroporto Hercílio Luz se transformou em outubro de 2019. Foi quando a concessionária Zurich Airport inaugurou o atual terminal de R$ 570 milhões, deixando para trás a antiga estrutura do bairro Carianos para criar o maior e mais moderno complexo aeroportuário de Santa Catarina.
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O local, inclusive, é o atual hexacampeão do prêmio Aviação + Brasil, organizado pelo Ministério dos Portos e Aeroportos. O título é dado pelos próprios viajantes na Pesquisa Nacional de Satisfação do Passageiro, que avalia desde o atendimento até a limpeza, carimbando o terminal como o melhor do Brasil.
*Sob supervisão de Luana Amorim





