Dirigido por RaMell Ross, “Nickel Boys” leva o espectador para dentro da narrativa. Filmado em primeira pessoa, o longa conta a história de um jovem negro enviado a um reformatório nos anos 1960. Racismo, tortura e violência são abordados com a seriedade que demandam, mas com olhar poética.
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“Queríamos que o público se sentisse dentro daquele momento, não apenas como observador”, explica o diretor em entrevista ao canal JP Film Talks no YouTube.
A trama se passa no contexto dos Movimentos pelos Direitos Civis nos EUA. Elwood Curtis, o protagonista, é inspirado pelas ideias pacifistas de Martin Luther King. Já seu amigo Turner prefere ações mais diretas, criando um contraste que move a história.
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O reformatório Nickel
Tudo começa quando Elwood pega carona em um carro roubado, sem saber do crime. Ele é preso injustamente e enviado à Nickel Academy, baseada no real Dozier School for Boys.
O reformatório, fechado anos depois, era conhecido por abusos e torturas contra jovens negros. O filme retrata a brutalidade por meio de memórias e cenas sugestivas, sem mostrar a violência diretamente.
A narrativa alterna entre as perspectivas de Elwood e Turner. Cortes rápidos, sons impactantes e imagens de arquivo intensificam a imersão do público nos horrores vividos pelos personagens.
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Experiência dos atores de Nickel Boys com o formato
Para filmar em primeira pessoa, os atores precisaram atuar olhando diretamente para as câmeras. A experiência, segundo o elenco, foi desafiadora.
“É estranho atuar com uma câmera em vez de contracenar com a personagem do meu neto”, diz Aunjanue Ellis-Taylor, que interpreta a avó de Elwood.
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Ethan Herisse e Brandon Wilson, que vivem Elwood e Turner, ficaram no set mesmo quando não apareciam nas filmagens. “Queríamos que os outros sentissem nossa presença, mesmo sem interação direta”, afirma Ethan.
Crítica e reconhecimento de Nickel Boys
O formato inovador e a fotografia de “Nickel Boys” conquistaram os críticos. Com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme está entre os favoritos do Oscar 2025, concorrendo com o brasileiro “Ainda Estou Aqui”.
A direção de RaMell Ross e o olhar sensível do longa garantiram seu lugar como uma das produções mais impactantes do ano.
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