É difícil imaginar um Fiat Palio como sonho de consumo. Agora imagine uma versão 2002 que custa R$ 600 mil. Já pensou? É que um dos carros mais populares do Brasil faz parte de uma raríssima leva de veículos criados para celebrar o pentacampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo daquele ano.

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Um Palio 2002 convencional aparece hoje na Tabela Fipe, que acompanha valores de compra e venda de veículos, na faixa de cerca de R$ 10 mil a R$ 15 mil, dependendo da versão e do ano. Mas, neste caso, o que está em jogo não é apenas o carro. É o pacote completo: raridade, pintura especial, baixíssima quilometragem, autógrafos dos campeões do penta e ligação direta com uma ação beneficente da Fundação Cafu, capitão da seleção pentacampeã.

O modelo ganhou repercussão após aparecer em vídeos da TCAR Imports. Apesar da circulação do conteúdo, não há confirmação de que o carro tenha sido vendido por R$ 600 mil.

Segundo o vídeo divulgado, o carro é zero quilômetro.

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Um Palio que nunca foi carro comum

O Palio em questão faz parte de uma ação criada no embalo do título mundial de 2002. Na época, a Fiat doou veículos autografados pelos jogadores da seleção pentacampeã para uma iniciativa beneficente ligada à Fundação Cafu, instituição criada pelo capitão da seleção brasileira após a conquista no Japão.

A ação envolveu cinco veículos: dois Palio, um Palio Weekend, um Siena e um Doblò. Todos receberam pintura especial em verde e amarelo, certificado e assinaturas de jogadores que participaram da campanha do penta.

O detalhe mais curioso é que esses carros não foram vendidos normalmente em concessionárias. Eles nasceram como peças promocionais e beneficentes, o que ajuda a explicar por que se tornaram tão raros. Não se trata de uma série especial comum, daquelas produzidas em centenas ou milhares de unidades. É praticamente um item de memorabilia sobre rodas.

Autógrafos do penta na carroceria

O grande diferencial desse Palio está nos autógrafos. A carroceria recebeu assinaturas de jogadores da seleção brasileira campeã do mundo em 2002. Entre os nomes estão Cafu, Ronaldinho Gaúcho e Kaká.

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Segundo registros da época, praticamente todos os jogadores participaram da ação. A exceção mais citada é Ronaldo Fenômeno, que não teria assinado por questões comerciais envolvendo contrato com outra marca.

Essa combinação torna o carro mais parecido com uma peça de museu do que com um usado convencional. Para um colecionador, o valor não está no motor 1.0, no acabamento simples ou no desempenho. Está na história que o carro carrega.

Pintura com assinatura de Sid Mosca

Outro elemento que aumenta o apelo do modelo é a pintura. O trabalho foi feito por Sid Mosca, nome lendário no automobilismo brasileiro por ter criado pinturas de capacetes de Ayrton Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi e outros pilotos.

No Palio do penta, a carroceria recebeu pintura bicolor em verde e amarelo, remetendo à seleção brasileira. É um visual impossível de confundir com um Palio comum e que reforça o caráter simbólico do carro.

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A participação de Sid Mosca aproxima o modelo de dois universos muito fortes para colecionadores brasileiros: futebol e automobilismo. É justamente essa mistura que ajuda a transformar um hatch popular em item de alto valor emocional.

O que torna esse Palio especial

O Palio do penta chama atenção porque reúne características difíceis de repetir:

  • fez parte de uma ação beneficente da Fundação Cafu;
  • foi criado no embalo da conquista da Copa de 2002;
  • recebeu pintura especial em verde e amarelo;
  • teve trabalho ligado a Sid Mosca;
  • carrega autógrafos de jogadores pentacampeões;
  • não foi vendido normalmente em concessionárias;
  • integra uma leva extremamente limitada de veículos;
  • aparece preservado e com baixíssima quilometragem.

Para a maioria dos motoristas, o valor de R$ 600 mil está longe de ser justo ou viável. Já para um colecionador apaixonado por carros, futebol e pela seleção de 2002, a conta pode ser outra.

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