Nesta quinta-feira (2), dioceses e arquidioceses de todo o Brasil celebraram a Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos ou da Unidade. A cerimônia é um dos marcos da Semana Santa e possui uma função prática fundamental para a Igreja Católica, uma vez que é nela que são abençoados os óleos que serão distribuídos para todas as paróquias e utilizados nos sacramentos até a Páscoa do próximo ano.
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Além da bênção das substâncias, a missa é um momento onde os padres renovam as promessas feitas no dia de suas ordenações diante do bispo.
“A Igreja celebra a estreita ligação que há entre a Eucaristia e o Sacerdócio ministerial”, explica o padre Wagner Ferreira, presidente da Comunidade Canção Nova. Segundo o sacerdote, o rito simboliza a unidade do presbitério com o seu bispo, necessária para a missão da Igreja junto à comunidade.
Quais são os óleos abençoados na Quinta-Feira Santa e qual a função de cada um?
O uso dos óleos remonta a tradições bíblicas de consagração e cura. Confira a diferença entre os três tipos abençoados hoje:
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Óleo do Crisma
Composto por uma mistura de óleo de oliva e bálsamo (perfume). É o único que, além de abençoado, é consagrado. É utilizado em momentos de “selo” espiritual: no Batismo, na Confirmação (Crisma) e na Ordenação de novos padres e bispos. Simboliza o “bom perfume de Cristo” que o fiel deve exalar.
Óleo dos Catecúmenos
Destinado aos que se preparam para o Batismo (adultos ou crianças). Aplicado antes do rito da água, simboliza a libertação do mal e a força de Deus para o caminho de conversão.
Óleo dos Enfermos
Utilizado no sacramento da Unção dos Enfermos. É aplicado na fronte e nas mãos de pessoas doentes ou que passarão por cirurgias. Simboliza o conforto espiritual e a força para enfrentar a dor e a enfermidade.
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Após a celebração, cada pároco leva uma porção desses óleos para sua respectiva paróquia, garantindo que os sacramentos realizados nas comunidades locais estejam em comunhão direta com a sede da diocese.

