O mercado literário vive uma de suas maiores transformações recentes com a consolidação da “romantasia” — a fusão entre narrativas de fantasia e romances. O movimento, que ganhou tração internacional e nacional ao longo dos últimos anos , deixou vêm se tornando a principal aposta de grandes editoras em feiras e bienais pelo país.

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No Brasil, A escritora FML Pepper é apontada como uma das precursoras do estilo no país, iniciando sua trajetória quando o formato ainda dava os primeiros passos no cenário nacional. Além do pioneirismo temático, ela acumulou marcos na indústria ao se destacar nas modalidades de autopublicação digital e contratos híbridos com editoras.

O peso das redes e a virada de chave para a romantasia

Embora o interesse por mundos mágicos seja permanente na literatura juvenil, a engrenagem que transformou o gênero em um fenômeno de vendas foi o ambiente digital. Comunidades como o BookTok, no TikTok, atuam diretamente no impulsionamento de títulos, criando tendências orgânicas a partir do compartilhamento de reações e resenhas de leitores.

Dados do setor indicam que, a partir de 2025, a ficção fantástica assumiu o protagonismo no crescimento global de vendas, amparada essencialmente pelas recomendações nas redes sociais. O reflexo disso foi visto de perto nas programações oficiais da Bienal do Livro do Rio de Janeiro e da Feira Livre do Livro (FLIR) , onde debates sobre o tema atraíram multidões.

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FML Pepper relembra que o cenário era consideravelmente diferente em 2012, ano em que colocou nas prateleiras o livro “Não Pare!”. A obra introduzia elementos de aventura fantástica combinados com um arco romântico central, fórmula incomum na produção nacional da época.

“Quando eu poderia imaginar que graças àquela coragem de uma sonhadora que queria viver aventuras e mergulhar em mundos fantásticos (até então um universo predominantemente masculino) sem deixar de viver um lindo romance (totalmente feminino), algo que até então não existia nas livrarias (antes até mesmo de Sarah J. Maas!), daria frutos?”, avalia a autora, destacando que a demanda por essas histórias sempre existiu de forma latente entre o público feminino.

Carreira e próximos passos

O reconhecimento de Pepper avançou além das fronteiras brasileiras e em 2015 ela figurou como a única representante do país em uma lista da Amazon americana que apontou doze personalidades femininas de impacto global na literatura. Nos anos seguintes, em 2016 e 2017, alcançou o topo dos mais vendidos na categoria de ficção juvenil da plataforma no Brasil.

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Para 2026, a autora prepara o encerramento de mais um ciclo. Está programado para a Bienal do Livro de São Paulo o lançamento do volume que finaliza a trilogia “Deusas de Unyan”, publicado pela Editora Flyve.