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AÇÃO TRUCULENTA

Policiais são condenados por torturar adolescente de 15 anos em Florianópolis

Fato ocorreu em 2012, na Via Expressa Sul, próximo a um rancho de pescadores

17/01/2020 - 15h20 - Atualizada em: 17/01/2020 - 15h23

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Redação
Por Redação DC
Os quatro acusados receberam penas de dois anos e oito meses de reclusão
Os quatro acusados receberam penas de dois anos e oito meses de reclusão
(Foto: )

Quatro policiais militares foram condenados pelo crime de tortura praticado contra um adolescente de 15 anos, durante ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Florianópolis. A decisão é da Vara Militar da Capital.

Conforme apurado no processo, o jovem foi vítima de agressões físicas, esganadura e eletrochoque empregados na tentativa de obter informações sobre o tráfico de drogas. O caso ocorreu ainda em 2012, na Via Expressa Sul, próximo a um rancho de pescadores.

A denúncia também aponta que o rapaz chegou a ser retirado da viatura e levado até uma vala de esgoto, onde sofreu atos de violência física e psicológica, antes de ser limpo com água e levado para a delegacia.

Os quatro acusados receberam penas de dois anos e oito meses de reclusão, em regime inicial aberto, com o agravante de serem agentes públicos e de o crime ter sido praticado contra adolescente. Na sentença, o juiz Marcelo Pons Meirelles esclareceu que a eventual ligação do jovem com o tráfico de drogas ou outras atividades criminosas não foi objeto da ação penal analisada.

Segundo anotou o magistrado, o laudo pericial confirmou que as lesões decorreram de atos de violência, inclusive decorrentes de uso de pistola taser (arma de choque). A tese de que o adolescente teria sofrido agressões por parte de outros traficantes, de modo a imputar falsa acusação aos policiais, também foi afastada na sentença. Isto porque as lesões já eram existentes no momento da apresentação do jovem na delegacia.

Defesa

Em defesa, os policiais militares alegaram inocência, inexistência de provas e contradições em relação aos fatos narrados. Os réus não negaram que a vítima tinha ferimentos quando foi deixada na delegacia, mas sustentaram que as lesões eram menos graves do que atestou o laudo pericial.

A versão foi de que o adolescente se machucou numa tentativa de fuga, ocorrida em meio à mata, quando buscava se livrar de uma quantia de entorpecentes.

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