Nove dias após a aplicação da polilaminina, a jovem Eduarda Atkinson, moradora de Jaraguá do Sul, voltou a ter um pequeno movimento na perna. Ela sofreu um acidente em janeiro deste ano, fraturou a coluna e teve uma lesão na medula. Como sequência, perdeu a movimentação dos membros inferiores.
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Em março, a jovem foi até Foz do Iguaçu, no Paraná, para passar por uma cirurgia inovadora com polilaminina. Há cerca de uma semana, ela publicou um vídeo nas redes sociais em que informa que, nove dias após a aplicação, conseguiu fazer um movimento suave nas pernas.
“Hoje eu consegui movimentar minha perna, mesmo que de forma sútil. Com ajuda, com esforço… mas consegui. E isso significa muito”, publicou Eduarda nas redes sociais.
Veja fotos do tratamento
Confira o vídeo publicado pela jovem
Aplicação da polilaminina
Em uma postagem nas redes sociais, Eduarda contou que não conseguiu o tratamento que precisava em Jaraguá do Sul e, com ajuda de um empresário, conseguiu fazer uma viagem aérea até Foz do Iguaçu para a aplicação da polilaminina.
“Ir até lá, nas condições em que eu estou, com costelas fraturadas e a coluna lesionada, parecia impossível. Seriam quase 14 ou 15 horas de viagem de carro, com dor. Mas, mais uma vez, a vida colocou pessoas boas no nosso caminho. Um empresário, com uma generosidade que não cabe em palavras, tornou possível algo que parecia impossível: me ajudar a chegar até Foz. E no fim, tudo foi se encaixando”, escreveu Eduarda na época.
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Como é a aplicação da polilaminina?
A aplicação é feita diretamente na medula espinhal. No estudo de Tatiana, o protocolo é fazer durante a cirurgia, porque na fase aguda, logo após a lesão, quase todos os pacientes precisam operar. Mas é possível fazer também sem cirurgia.
Com um raio-x, por exemplo, é possível localizar o local exato da lesão e faz uma injeção percutânea, em que a agulha passa através da pele.
O que é a polilaminina e como ela foi descoberta?
A polilaminina é um polímero de uma proteína chamada laminina. Polímero significa que são várias unidades dessa proteína ligadas entre si. A laminina é uma proteína natural que temos no corpo durante toda a vida, por isso pode ser isolada das placentas.
Ela tem várias funções, uma delas de estimular a regeneração dos axônios, que são as estruturas dos neurônios danificadas numa lesão medular.
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No interior da coluna vertebral tem um canal por onde passa a medula espinhal, que é parte do sistema nervoso central e tem a função de fazer a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.
Quando ocorre uma lesão ali, essa comunicação é perdida. Então, a pessoa não consegue levar a informação sobre o seu desejo de fazer um movimento para os músculos, e também não consegue ter informação sensorial.






