A busca por uma vida com menos telas e mais significado tem levado jovens da Geração Z a resgatar atividades que, até pouco tempo, eram associadas exclusivamente às gerações mais velhas. O fenômeno, que ganhou o apelido carinhoso de “hobbies de vovó”, revela um comportamento profundo de autoproteção mental contra o estresse do mundo digital.

Continua depois da publicidade

Segundo reportagem do The New York Post, essa onda analógica inclui desde o bordado e o tricô até a observação de pássaros e a ferraria, provando que o prazer de criar algo tangível com as próprias mãos é o novo luxo da modernidade.

Geração Z está trocando o celular por “hobbies de vovó”

Para especialistas como Jaime Kurtz, professor de psicologia da Universidade James Madison, essas atividades são ferramentas poderosas para reduzir a ansiedade. Ele explica que hobbies que exigem concentração e coordenação motora proporcionam uma sensação real de realização, algo que o consumo passivo de redes sociais não oferece.

Ao focar em um ponto de bordado ou na estratégia de um jogo de tabuleiro, o cérebro entra em um estado de fluxo, permitindo que o jovem se desligue das pressões do trabalho e da hiperconectividade.

Continua depois da publicidade

Além do benefício terapêutico, esse movimento está criando novas comunidades e até negócios prósperos. Jovens como Emma MacTaggart, que fundou uma empresa de bordados aos 26 anos, mostram que é possível dar um toque moderno e irreverente a artes tradicionais.

A tendência da Geração Z reflete um cansaço generalizado com produtos descartáveis e experiências virtuais efêmeras. O que começou como uma ocupação durante o isolamento social evoluiu para uma escolha de estilo de vida consciente, onde o “slow living” e o cuidado com o tempo presente são as prioridades absolutas dessa nova geração.

*Sob supervisão de Pablo Brito

Você também vai querer ler sobre: Por que Babu Santana perdeu o apartamento que ganhou no BBB 26