O aroma de certos cheiros pode influenciar a forma como as pessoas percebem o próprio corpo. Um estudo do Laboratório de Interação Humano-Computador de Sussex indica que o cheiro fresco do limão está associado a uma sensação de leveza corporal e a uma percepção mais positiva da imagem corporal.

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Os resultados mostram como o aroma certo pode ajudar a combater uma imagem corporal negativa. O contraste fica por conta do cheiro de baunilha que faz com que as pessoas se sintam mais encorpadas e pesadas, aponta o estudo.

Por que essa pesquisa é importante

Saber como as pessoas se sentem ao sentirem determinados aromas pode ajudar no desenvolvimento de terapias para pessoas com distúrbios de percepção corporal ou tecnologias vestíveis que podem melhorar a autoestima.

Conforme o estudo mostra, o sentido do olfato pode influenciar a imagem que temos do nosso corpo em nossa mente, bem como os sentimentos e emoções relacionados a ele.

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Segundo a pesquisadora Giada Brianza, integrante do laboratório responsável pelo estudo, o efeito está ligado à forma como o cérebro constrói a imagem do próprio corpo.

“Nosso cérebro armazena diversos modelos mentais da aparência do próprio corpo, que são necessários para interações bem-sucedidas com o ambiente”, disse a pesquisadora Giada Brianza que faz parte do Laboratório.

Como a pesquisa foi feita

A pesquisa tem como base pesquisas recentes em neurociência cognitiva e interação humano-computador. Antes elas se concentravam em estímulos visuais, táteis ou sonoros, mas esta é a primeira vez que um estudo usa o olfato para analisar a percepção interpessoal baseada em evidências.

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Um desses estudos mostrou, por exemplo, que o som dos passos de uma pessoa a caminhar pode influenciar se a pessoa se sente mais triste ou feliz. O interessante é que os resultados mostraram que o som parece ter um efeito mais forte no comportamento inconsciente, enquanto o olfato tem um efeito mais forte no comportamento consciente.

“As aplicações iniciais dessas abordagens mostraram efeitos iniciais interessantes no contexto da dor crônica, abrindo caminho para novas e possivelmente mais eficazes maneiras de lidar com a dismorfia”, disse a professora Nadia Berthouze, vice-diretora do Centro de Interação da University College London (UCLIC).