Trocar de smartphone tem exigido um investimento cada vez maior dos consumidores. Os lançamentos mais recentes de celulares como Apple, Samsung e Xiaomi romperam barreiras históricas de preço, chegando cada vez mais caros às prateleiras.

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O fenômeno, por incrível que pareça, não acontece só no Brasil. O mercado global está passando pelo mesmo problema, que, segundo o próprio CEO da Apple, é agravado por uma disputa com o setor da inteligência artificial, que torna a oferta cada vez mais escassa.

A inflação dos componentes

Segundo dados da consultoria internacional de mercado IDC, em 2025 o custo médio de fabricação dos chips topo de linha subiu cerca de 20%. No relatório de mercado, a empresa explica que “as marcas estão repassando o custo da inovação em IA, já que processar esses dados direto no celular exige memórias RAM muito mais caras”.

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Essa tendência tende a aumentar, dado que novos processadores premium trazem componentes dedicados exclusivamente a rodar inteligência artificial de forma nativa. Fabricar chips menores e mais velozes exige processos complexos que encarecem o custo de produção em larga escala.

Câmeras melhores custam mais

Outro fator determinante é a evolução dos conjuntos de câmeras. Novos lançamentos de celulares costumam ampliar o potencial de suas câmeras, com avanços em recursos como zoom óptico e mais nitidez mesmo em fotos tiradas no escuro.

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Esses módulos de câmera sofisticados, cada vez menores, forçaram a adoção de lentes de periscópio e sensores de imagem gigantescos, o que encarecem os dispositivos. Como resultado, o custo das câmeras chega a representar quase um terço do valor total dos componentes do smartphone.

Veja fotos do iPhone 17, último lançamento da Apple

O novo perfil de consumo e durabilidade

Se o celular parece estar ficando cada vez mais um artigo de luxo, é porque em parte ele está mesmo. Com o passar dos anos, Apple e Samsung passaram a focar no público de alto poder aquisitivo, oferecendo telas de titânio e promessas de atualizações de sistema por até sete anos.

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Como o consumidor agora passa mais tempo com o mesmo celular antes de trocá-lo, a indústria compensa o menor volume de vendas elevando a margem de lucro em cada aparelho topo de linha comercializado.