Seguindo sua agenda de divulgação de O Agente Secreto nos Estados Unidos, Wagner Moura foi entrevistado pelo tradicional programa de talk show americano The Daily Show.
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Recebido pelo apresentador, Wagner falou sobre as comemorações da vitória no Globo de Ouro, com direito a muito samba e a companhia de amigos do Brasil. O ator lamentou a qualidade da caipirinha nos EUA, o que fez com que optasse por uma mistura de vodka com água tónica para matar a vontade.
Conhecido por sua vertente política, o apresentador do programa se mostrou muito interessado na temática do filme e nas correlações com o vivido pelos americanos nos dias de hoje.
Tentando manter o bom humor, outra característica do talk show, o brasileiro falou sobre o trabalho em O Agente Secreto e chegou a ironizar um agradecimento a Jair Bolsonaro, por possibilitar o filme.
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— O filme tem recebido um grande reconhecimento desde o Festival de Cannes. E em um dos prêmios que recebi, eu agradecia a ele (Bolsonaro). Sem ele, não teríamos feito o filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022 — falou o ator. — Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI.
Na entrevista de aproximadamente 13 minutos, Wagner criticou a Lei da Anistia de 1979.
— Existem coisas que não podem ser esquecidas e nem perdoadas. O Brasil está, finalmente, superando um problema de memória ao mandar para prisão pela primeira vez pessoas que atentaram contra a democracia. O próprio Bolsonaro está na prisão — afirmou o brasileiro diante de aplausos da plateia. — O Bolsonaro jamais teria existido politicamente se não fosse a anistia.
Veja fotos de O Agente Secreto
Qual a história de O Agente Secreto?
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto se passa no final dos anos 1970, em meio ao regime militar. Moura interpreta Marcelo, um professor universitário e especialista em tecnologia, que volta ao Recife, sua cidade natal após anos afastado, fugindo de seu passado misterioso.
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Contudo, a calmaria que buscava na capital pernambucana se transforma em um ambiente de constante vigilância e ameaça.
Tentando obter informações sobre sua falecida mãe, trabalhando disfarçado em um cartório, Marcelo se refugia num “aparelho”, onde estão escondidos dissidentes políticos e outras figuras marginalizadas. No thriller, ele acaba envolvido numa rede de espionagem e conspirações.
*Sob supervisão de Pablo Brito








