A estratégia de surfar na cultura pop da Secretaria de Comunicação (Secom) e perfis ligados aos ministérios causou repercussão por conta de acontecimentos dentro do BBB 26 e de uma publicação da Casa Civil.
Continua depois da publicidade
Utilizando a imagem de Babu Santana e Jonas Sulzbach, para personificar o “trabalhador” versus o “playboy”, gerou desconforto imediato no alto escalão.
O que aconteceu?
- O meme: a postagem utilizava a icônica rivalidade do reality show para validar políticas públicas, sugerindo que o governo tem um lado definido na “luta de classes” estética do programa.
- A reação: críticos apontaram que um órgão de Estado não deve utilizar cidadãos (mesmo figuras públicas) para criar rótulos pejorativos ou polarizantes.
- O recuo: menos de 24 horas após a publicação, o post foi deletado sem notas oficiais.

Por que “pegou mal”?
No entretenimento, a narrativa do “perseguido” Babu contra o “privilegiado” Jonas até rendeu audiência, muito por conta da treta. No entanto, as análises indicam que quando o governo federal adota esse tom, a percepção muda de “entretenimento” para “estigmatização”.
Continua depois da publicidade
O caso escalou
Fontes de bastidores sugerem que o uso de imagem sem autorização prévia para fins de propaganda política (mesmo que indireta) poderia gerar sanções jurídicas, o que motivou a remoção do conteúdo.
No caso, a postagem da Casa Civil usava a treta do BBB 26 para falar sobre a isenção do Imposto de Renda de até R$ 5 mil, e foi removida após uma reação pesada da equipe de Jonas e críticas sobre o uso de perfis oficiais para “cancelamento” de cidadãos.
A Folha de São Paulo, por exemplo, acompanhou o caso, especialmente pelo viés da crítica da equipe de Jonas. A nota destaca que o governo utilizou o termo “playboy” (usado pelo Babu na briga) para rotular quem não seria beneficiado pela medida.
Continua depois da publicidade
Outros veículos, como Veja e Metrópoles, também destacaram a treta, e a análise geral da repercussão é que o uso de memes que estimulam a polarização fere o princípio da impessoalidade da comunicação pública.
Ainda sobre a repercussão, a equipe de Jonas alegou que “um órgão de Estado não pode incentivar o ódio ou a humilhação contra um cidadão”. A remoção da postagem ocorreu justamente após esta reação. No momento, há conversas nos bastidores sobre um possível processo por uso indevido de imagem para fins políticos, o que pode render novos desdobramentos.
Relembre as brigas mais marcantes do BBB
Veja também a lista completa dos signos do BBB 26: descubra o padrão astral da casa este ano.
Continua depois da publicidade












