Prefeitura de Florianópolis rompe contrato com empresa investigada na compra de respiradores em SC

Empresa “Meu Vale” foi contratada para fornecer cartão de vale alimentação aos alunos carentes da rede pública de ensino durante a pandemia do coronavírus 

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Sócio da empresa foi alvo de busca e apreensão durante a Operação 02, no último sábado (9) (Foto: Antonio Neto / NSC TV)

A prefeitura de Florianópolis anunciou no fim da tarde desta segunda-feira (11) o rompimento do contrato com a empresa “Meu Vale”, que havia assinado com o município para fornecer o cartão pré-pago de vale alimentação para os alunos carentes da rede de ensino da Capital durante a pandemia do coronavírus. O auxílio é pago pela prefeitura enquanto as aulas não são retomadas, como forma de suprir a merenda escolar na alimentação das crianças. Trabalhadores autônomos que recebem Bolsa Família também tem direito ao cartão.

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O rompimento foi efetuado horas depois da quebra de sigilo dos processos que investigam a compra de 200 respiradores por parte do Governo do Estado, em uma negociação de R$ 33 milhões que já resultou na queda de dois secretários e vários desdobramentos na Operação 02, deflagrada no último sábado (9). A empresa é citada no processo por causa do médico Fábio Deambrósio Guasti, sócio da Meu Vale e responsável pela assinatura do contrato com a prefeitura de Florianópolis.

Fábio chegou a ser alvo de um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que acabou negado pela Justiça, mas é um dos nomes mais citados na investigação sobre supostas irregularidades na compra dos respiradores. Ele consta no processo como representante da Veigamed – empresa contratada pelo governo – em todas as fases da negociação. Fábio teria sido, também, o primeiro a apresentar proposta para o Estado e dizer que era capaz de entregar os respiradores “em tempo recorde”.

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Durante a operação no sábado, escritórios da empresa Meu Vale foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo, além de dois endereços residenciais de Fábio Guasti.

Por conta do envolvimento do empresário, a prefeitura de Florianópolis decidiu pelo rompimento do contrato. O serviço da Meu Vale para o município não tinha custos para o poder público, que apenas repassava o valor que a empresa carregaria nos cartões pré-pagos. Agora, a prefeitura da Capital busca uma nova empresa que aceite fazer o serviço de forma gratuita durante o período da pandemia do coronavírus.