Pintar celas em um tom específico de rosa, conhecido como “Baker-Miller Pink”, foi uma prática comum em prisões da Suíça e da Alemanha. A ideia por trás da pintura é que a cor teria o poder de acalmar detentos agressivos. No entanto, a ciência moderna está classificando a ideia como um “mito”.
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A técnica, aplicada em cidades suíças, baseia-se em estudos do pesquisador Alexander Schauss, que em 1985 afirmou que a exposição ao rosa reduzia a força muscular e a agressividade em menos de 20 minutos. Na Suíça, o projeto “Cool Down Pink” (Rosa de Relaxamento) foi implementado em diversas unidades prisionais no país europeu a fim de tentar humanizar o ambiente e também reduzir conflitos.
Mas será que é verdade?
Apesar da popularidade na Europa, novas evidências sugerem que o efeito pode ser ou apenas psicológico ou inexistente. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, testou as reações de pessoas expostos à luz Baker-Miller Pink.
Segundo a pesquisa “The Myth of Baker-Miller Pink: Effects of Colored Light on Physiology, Cognition, and Emotion?” (O mito do rosa Baker-Miller: efeitos da luz colorida na fisiologia, cognição e emoção?), conduzido por Susanne Reithinger, não foi encontrado nenhum efeito da cor no sistema nervoso dos indivíduos.
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Os testes mostraram que, embora as pessoas possam perceber a cor como menos estimuladora subjetivamente, não há mudança real na pressão arterial ou nos níveis de estresse medidos por aparelhos.
A pesquisa também revelou que mulheres tendem a preferir a iluminação rosa mais do que os homens, e que manter detentos em celas rosa pode ser interpretado como uma medida humilhante por alguns presos, o que anularia qualquer suposto benefício relaxante da cor.

