Pioneira da cultura carnavalesca de Itajaí, e referência na comunidade, Terezinha Muratez Peres, popularmente conhecida como Nega Tereza deixou um legado admirável no município. A sambista faleceu nesse domingo (21), aos 86 anos, e será para sempre lembrada na história da música e do Carnaval da cidade.

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A trajetória de Nega Tereza na música começou logo cedo. Na década de 1970, ela viveu a experiência do circo, ambiente que contribuiu para a formação artística e fortaleceu a ligação da sambista com a música, e também fez com que ela criasse gosto pelos espetáculos. Filha de músicos, cresceu cercada por instrumentos e apresentações, e desenvolveu facilmente as habilidades de cantora e instrumentista.

Em Itajaí, Tereza transformou a paixão pela música em um trabalho de valorização da cultura popular. Ao longo da vida, atuou como musicista e compositora, e manteve uma relação constante com o samba, se tornando uma das principais referências da manifestação cultural na cidade.

— Seu nome faz parte da história cultural de Itajaí. Nega Tereza deixa um legado de alegria, talento e dedicação à nossa cultura popular — pontua a a superintendente das Fundações, Elisabete Laurindo.

Musicista é consagrada como uma das principais figuras da história do samba local (Foto: Divulgação)

O nome de Nega Tereza ficou marcado principalmente pela atuação na Escola de Samba Clube do Mickey, uma das iniciativas mais emblemáticas da história do Carnaval itajaiense. O projeto surgiu a partir da mobilização de jovens da comunidade e evoluiu de um simples bloco para uma escola de samba que marcou época na cidade. A sambista teve papel decisivo nesse processo, incentivando a participação dos moradores, organizando ensaios e contribuindo para a formação musical de diversos integrantes.

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Sambista marcou gerações

Além da atuação nos desfiles e apresentações, Terezinha também se destacou pelo trabalho comunitário ligado à cultura. Durante décadas, ajudou a formar novos talentos e a manter viva a tradição do samba em Itajaí, tornando-se uma figura respeitada por diferentes gerações de carnavalescos e músicos.

O reconhecimento pela contribuição da musicista à cultura itajaiense veio por meio de homenagens recebidas ao longo da vida. Mais do que uma integrante do Carnaval, a sambista se tornou um símbolo da história do samba no município, deixando uma marca que permanecerá na memória da cidade e nas manifestações culturais que ajudou a construir.

A morte de Nega Tereza encerra um capítulo importante da história do samba e do Carnaval de Itajaí. Mas a contribuição da musicista para a cultura popular permanece eternizada na memória do samba, nas iniciativas que ajudou a construir e em todas as pessoas que formou na música ao longo de sua trajetória. Nega Tereza foi sepultada nessa segunda-feira (22), no Cemitério Municipal da Fazenda.

História de Nega Tereza virou documentário