Logo no início do século XX, a revolução industrial estava a todo vapor e o capitalismo moderno dava seus primeiros passos. Foi neste contexto que um homem se destaca como a pessoa mais rica do planeta: John D. Rockefeller.

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Em 1916, Rockefeller se tornou oficialmente o primeiro bilionário da história, um feito impressionante que, mesmo após mais de um século, ainda fascina economistas, historiadores e o público em geral. Mas como ele acumulou tanto dinheiro? A resposta está em uma combinação de fatores como visão empresarial, práticas inovadoras e, não sem controvérsias, estratégias agressivas de mercado.

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Quem foi John D. Rockefeller e como ele ganhou tanto dinheiro?

John Davison Rockefeller nasceu em 1839, em Richford, no estado de Nova York. Desde cedo, mostrou aptidão para os negócios e uma ética para o trabalho notável. Aos 16 anos, começou a trabalhar como assistente de contador, onde rapidamente aprendeu as complexidades do comércio e das finanças. Porém, seu verdadeiro sucesso começou a se desenrolar quando ele foi responsável por co-fundar a Standard Oil Company em 1870.

A revolução da Standard Oil Company

A Standard Oil revolucionou a indústria do petróleo. Naquela época, o petróleo era uma commodity emergente, crucial para a iluminação e, mais tarde, para a energia e transporte. Rockefeller, com uma habilidade incrível de identificar e capitalizar oportunidades, desenvolveu técnicas de refinação mais eficientes, reduziu custos de produção e implementou um sistema logístico altamente eficaz. Isso permitiu que a Standard Oil monopolizasse o mercado, controlando até 90% da refinação e distribuição de petróleo nos Estados Unidos.

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Um dos fatores chave para a acumulação de sua riqueza foi a prática de integrar verticalmente sua empresa, controlando cada etapa do processo – desde a extração do petróleo bruto até a venda do produto refinado. Além disso, Rockefeller adotou práticas de preços predatórios para eliminar a concorrência, comprando empresas rivais ou forçando-as à falência. Embora essas práticas fossem legais na época, hoje elas seriam vistas como anticompetitivas e monopolistas.

O crescimento vertiginoso da Standard Oil não passou despercebido pelo governo dos Estados Unidos. Em 1911, a Suprema Corte decidiu que a empresa violava as leis antitruste e ordenou sua dissolução em 34 empresas menores. Ironicamente, essa fragmentação só aumentou a riqueza de Rockefeller, pois ele manteve participações acionárias significativas em cada uma das novas entidades, muitas das quais se tornaram empresas gigantescas, como ExxonMobil e Chevron.

Rockefeller e a filantropia

Além de sua habilidade nos negócios, Rockefeller também é lembrado por sua filantropia. Após sua aposentadoria, se dedicou a doar uma parte significativa de sua fortuna, fundando instituições como a Universidade de Chicago e a Fundação Rockefeller, que tiveram um impacto considerável em áreas como educação, saúde pública e ciência.

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A história de John D. Rockefeller é uma mistura de ambição, inovação e controvérsia. Ele se tornou o primeiro bilionário do mundo não apenas por suas habilidades empresariais, mas também por suas estratégias ousadas e, por vezes, questionáveis.

Hoje, sua trajetória serve tanto como inspiração quanto como um estudo de caso sobre os limites do poder corporativo e a importância da regulamentação para garantir mercados justos e competitivos.

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