Quem nunca reclamou do trânsito, do trabalho ou daquele dia em que parece que deu tudo errado? Colocar a frustração para fora pode até trazer alívio. Mas, quando reclamar vira um hábito, esse comportamento pode começar a afetar a forma como você enxerga a vida.
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Segundo especialistas, reclamar não é um problema. O que faz diferença é a frequência e a intenção por trás desse comportamento. Quando a pessoa fica presa apenas ao lado negativo das situações, sem buscar entender o problema ou encontrar uma saída, isso pode prejudicar a saúde mental e até os relacionamentos.

Reclamar faz bem?
Isso depende. Desabafar faz parte da vida e pode ser uma forma saudável de aliviar emoções. Conversar com alguém de confiança ajuda a organizar os pensamentos e diminuir a tensão em momentos difíceis.
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O problema aparece quando a reclamação se torna constante. Em vez de ajudar a lidar com a situação, ela passa a alimentar um ciclo de negatividade, fazendo com que o cérebro fique mais atento ao que está dando errado do que ao que está funcionando.
Quando reclamar deixa de ser saudável?
Especialistas fazem uma diferença importante entre desabafar e reclamar. O desabafo costuma ter um propósito, seja aliviar uma emoção, pedir apoio ou buscar uma solução. Já a reclamação repetitiva gira sempre em torno dos mesmos problemas, sem que nada mude.
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Com o tempo, esse hábito pode aumentar sentimentos como irritação, ansiedade e desânimo, além de dar a sensação de que não existe saída para os desafios do dia a dia.
O cérebro também sente os efeitos
Pensamentos negativos repetidos ativam mecanismos ligados ao estresse. Com isso, o organismo libera mais cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.
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Quando isso acontece com frequência, podem surgir cansaço mental, dificuldade para se concentrar, mudanças de humor e até problemas para dormir.
Além disso, quanto mais uma pessoa reforça esse padrão, mais natural ele pode se tornar. Aos poucos, o cérebro passa a prestar mais atenção no que está ruim do que nas experiências positivas.
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Como isso afeta os relacionamentos?
Reclamar o tempo todo também pode desgastar a convivência.
É natural que amigos, familiares e colegas ofereçam apoio em momentos difíceis. Mas, quando todas as conversas giram em torno das mesmas reclamações, a relação pode acabar ficando cansativa.
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Isso não significa esconder sentimentos ou fingir que está tudo bem. A ideia é encontrar um equilíbrio entre falar sobre os problemas e abrir espaço para outros assuntos.
Como reclamar de forma mais saudável?
Antes de desabafar, vale pensar no motivo daquela conversa. Você quer apenas aliviar a tensão ou espera encontrar uma solução para o problema?
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Também ajuda identificar se a situação pode ser mudada. Quando existe alguma possibilidade de agir, pequenas atitudes costumam trazer mais resultado do que repetir a mesma reclamação várias vezes.
Outra estratégia é tentar equilibrar o olhar entre aquilo que está dando errado e o que também está funcionando. Isso não significa ignorar os problemas, mas evitar que eles ocupem todo o espaço.
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Nem toda reclamação é ruim
Reclamar também pode ser uma forma de provocar mudanças.
Questionar situações injustas no trabalho, cobrar melhorias em serviços públicos, denunciar violência ou falar sobre dificuldades emocionais são atitudes importantes e podem levar a transformações.
O que especialistas alertam é que a reclamação deixa de ser saudável quando passa a alimentar um ciclo de negatividade, sem abrir espaço para reflexão ou para buscar alternativas.
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